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17/02/2018

Holobox prospecta US$ 1 milhão

Recurso será aplicado na produção e venda de 400 projetores de holoboxes
Thaíne Belissa
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Vamos investir na fabricação de um produto com custo mais baixo, o que deve alavancar as vendas, diz Westin/Divulgação
Depois de ganhar o mundo inteiro em poucas semanas e com apenas um vídeo do seu produto no Youtube, a startup mineira Holobox se prepara para o lançamento do segundo lote de projetores holográficos. A empresa vai abrir, nos próximos dias, mais uma rodada de captação de investimentos com o objetivo de atrair um US$ 1 milhão. O aporte será aplicado na produção e venda de 400 holoboxes, que são projetores que criam imagens virtuais em torno de objetos. A startup, que despertou a atenção de gigantes como Disney e Hasbro - segunda maior fabricante de brinquedos do mundo - quer atingir, este ano, a marca de 200 holoboxes vendidos por mês.

Com sede em Belo Horizonte e filial recém-aberta nos Estados Unidos (EUA), a empresa já vendeu um primeiro lote de 23 projetores. De acordo com o sócio-fundador da Holobox, Bruno Zanetti Westin, esse foi um lote em nível de teste do mercado. Ele foi possível graças a uma campanha de financiamento coletivo e resultou na venda de 23 holoboxes em apenas um mês. O produto - tanto hardware quanto software - foi desenvolvido dentro da sede mineira da empresa e vendido a US$ 600 a unidade.

Para este ano, a startup vai investir na fabricação de um produto com custo mais baixo, o que deve alavancar as vendas. O sócio-fundador já está com viagem marcada para os EUA, onde iniciará a captação de investimento. A expectativa é captar US$ 1 milhão para a produção do segundo lote de holoboxes. “Nossa meta é iniciar a produção do segundo lote em maio deste ano. Esse recurso levantado será suficiente para a produção e venda de 400 unidades, mas nossa meta é aumentar a escala e chegar à marca de 200 holoboxes vendidos por mês”, destaca.

Nesse primeiro momento, o produto é voltado para os consumidores finais, normalmente fãs de personagens de filmes, séries, revistas e desenhos. Bonecos reais desses personagens são colocados na área de projeção do equipamento, que cria hologramas que interagem com o boneco, de acordo com o contexto do personagem. Se é o boneco do Harry Potter, por exemplo, o projetor cria um holograma de uma magia que sai da varinha do bruxo. Se é a Elsa de Fozen, o holograma simula cristais de gelo, que saem das mãos da personagem.

Westin explica que, quando criou o conceito da Holobox, há quatro anos, o foco era o mercado corporativo. A ideia era projetar hologramas de produtos em feiras, ajudando os empresários a potencializarem suas vendas. Mas a proposta não chamou tanto a atenção e o empreendedor “encostou” o projeto. Com a ajuda da sorte e do acaso - que todo bom empreendimento tem - a startup acabou encontrando sua vocação no segmento de entretenimento.

“Por acaso e meio sem querer nós pegamos um bonequinho de um desenho japonês que pertencia a um funcionário e fizemos alguns testes, simulando hologramas ao redor dele. Nós filmamos isso com um celular, postamos o vídeo na internet e simplesmente explodiu. Em três semanas, tínhamos 12 milhões de visualizações e estávamos recebendo ligações de representantes de quase todos os países do mundo”, relata.

O empreendedor negocia, hoje, com gigantes como Disney, Warner e Hasbro, que têm interesse em utilizar a tecnologia em seus negócios. A Holobox já foi convidada a participar da pré-estreia dos filmes “Thor” e “Star Wars” por meio da exposição de bonecos oficiais interagindo com hologramas da Holobox. Por causa desse grande interesse do mundo de entretenimento, o mineiro já planeja mudança gradual da startup para os EUA, que segundo ele, detém um terço desse mercado ligado ao mundo de personagens de filmes, desenhos e revistas.

Mercado B2B - Apesar do sucesso com o público geek e fãs de personagens de filmes e desenhos, o empreendedor faz questão de frisar que a atuação da startup não pode parar por aí. A empresa já desenvolveu outros tipos de hologramas para uso doméstico, como a simulação de uma lareira e um “rosto para o iphone” que diz a hora, a data e o clima. Além disso, Westin enxerga grande potencial no mercado B2B, de forma mais específica nos segmentos de saúde, automobilístico e educação.

“Uma das instituições que nos procurou depois do sucesso do vídeo no Youtube foi o hospital Albert Einstein, que estava interessado na projeção de hologramas de exames de tomografias. É uma possibilidade, mas existem muitas outras. Uma delas é área de ortodontia, onde seria possível mostrar ao paciente o resultado de um tratamento. No campo da educação e automobilístico as possibilidades também são diversas”, frisa.

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