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Agronegócio

13/06/2018

IBGE aponta queda na produção, mas volume continua alto

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Rio de Janeiro - A safra nacional de grãos deste ano será 12,5 milhões de toneladas menor do que a colhida em 2017. A diferença, porém, não é relevante para justificar um aumento nos preços dos alimentos no varejo, avaliou Carlos Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A estimativa para a produção nacional de grãos em 2018 é de 228,1 milhões de toneladas, a segunda maior safra da série histórica. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio.

“Apesar da queda em relação ao ano anterior, essa é a segunda maior informação de produção do Brasil. Então a gente pode considerar uma safra muito boa em termos de produção agrícola. É que ficamos mal acostumados porque a produção do ano anterior foi excelente”, lembrou Barradas.

Em maio, houve melhora nas previsões para a produção de algodão herbáceo (aumento de 4,5% em relação a abril), café canephora (4,1%), café arábica (2,9%), milho 1ª safra (0,2%) e soja (0,1%). As estimativas foram revisadas para baixo no feijão 1ª safra (-0,2%), milho 2ª safra (-3,4%), feijão 3ª safra (-4,5%) e feijão 2ª safra (-5,1%).

A estimativa da produção de algodão ficou em 4,7 milhões de toneladas. Em relação a abril, os maiores aumentos foram em Mato Grosso (144,7 mil toneladas) e na Bahia (57,5 mil toneladas).

Outros produtos - O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola também analisa o comportamento de outras lavouras. A cana-de-açúcar, principal produto agrícola brasileiro em volume de produção, deverá fechar o ano com 703,1 milhões de toneladas, 2,2% a mais do que no ano passado.

O café, com 3,4 milhões de toneladas, deve ter aumento de 23,3% em relação ao ano passado. A mandioca também deverá ter alta (0,5%), assim como o tomate (0,6%) e o cacau (8,3%).

Deverão ter quedas a laranja (-9,4%), uva (-17,5%), batata-inglesa (-11,1%), banana (-3%) e o fumo em folha (-5,8%).

Armazenamento - A capacidade útil disponível no País para armazenamento de alimentos caiu 0,6% do primeiro para o segundo semestre de 2017, totalizando 167 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE.

Os silos predominaram no segundo semestre, com 78,8 milhões de toneladas, o que representa 47,2% da capacidade útil total do País. Apesar disso, houve uma queda de 0,5% na capacidade desse tipo de local de estocagem.

Os armazéns graneleiros e granelizados, responsáveis por 37,8% da armazenagem nacional, atingiram 63,1 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, apresentando crescimento de 0,1%.

Já os aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 25,1 milhões de toneladas, uma queda de 2,5% em relação ao primeiro semestre de 2017.

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