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Economia

10/11/2017

IBGE revisa cálculos e aponta queda menor da atividade econômica do Brasil em 2015

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Rio - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2015 teve retração um pouco menos pior do que a estimada anteriormente: a queda foi revisada de 3,8% para 3,5%, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas Contas Nacionais Anuais, cálculo definitivo para a atividade econômica. A estimativa anterior tinha como base as Contas Nacionais Trimestrais. Em 2015, o PIB somou R$ 5,996 trilhões. O PIB per capita foi de R$ 29.324,00, uma queda real de 4,3% em relação a 2014.

Pela ótica da demanda, a maior diferença ocorreu no consumo das famílias, que passou de uma queda 3,9% para um recuo de 3,2%. O consumo do governo passou de queda de 1,1% para recuo de 1,4%, acentuando a variação negativa.

As exportações passaram de um avanço de 6,3% para uma alta de 6,8%, enquanto as importações foram de uma queda de 14,1% para um recuo de 14,2%. O tombo da formação bruta de capital fixo (FBCF) foi mantido em 13,9%.

Pela ótica da oferta, o destaque foi o PIB da indústria, que melhorou em relação à estimativa das Contas Nacionais Trimestrais. A queda passou de 6,3% para 5,8%. O PIB da agropecuária passou de uma alta de 3,6% para um avanço de 3,3%. Já o PIB de serviços foi mantido em uma queda de 2,7%.

A taxa de investimentos de 2015 ficou em 17,8% do PIB, conforme o cálculo definitivo. A estimativa anterior, com base nas Contas Nacionais Trimestrais, apontava taxa de investimento de 18,2% do PIB.

Cristiano de Almeida Martins, gerente de Contas Nacionais do IBGE, destacou que a taxa de investimento teve elevação de 2006 a 2014. No fim do período, chegou à casa de 20%. “A taxa se mantém nesse patamar até 2014 e, em 2015, tem uma forte redução”, afirmou Martins. Em 2014, a taxa de investimento foi de 19,9% do PIB.

Em termos de composição da formação bruta de capital fixo (FBCF) de 2015, 53% estão associados à construção civil, disse Martins.

O pesquisador do IBGE destacou que o grupo da construção foi o que teve maior queda na participação na FBCF. O componente de máquinas e equipamentos respondeu por 34,2% da FBCF em 2015.

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