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Finanças

13/03/2018

Ibovespa inicia a semana em terreno positivo

Índice acionário valorizou 0,61% na sessão de ontem com boas expectativas para a macroeconomia
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Bolsa de valores brasileira teve um desempenho descolado dos mercados norte-americano no pregão dessa segunda-feira/Saulo Cruz/MME
São Paulo - A bolsa iniciou a semana em terreno positivo, descolado da trajetória dos principais índices do mercado acionário dos Estados Unidos. Segundo analistas, ainda sem um noticiário político que azede o humor pelo aumento das incertezas sobre a corrida eleitoral, a valorização do Ibovespa segue embalada pelas boas perspectivas macroeconômicas presentes para o mercado doméstico. Ontem o índice à vista fechou aos 86 900,43 pontos (+0,61%).

Para Eduardo Guimarães, analista da Levante Ideias de Investimento, as ações das empresas que fazem parte da carteira teórica sobem com o otimismo dos investidores em relação ao plano doméstico e respondendo aos bons resultados corporativos que têm sido apresentados.

“Em geral, as empresas ainda estão com capacidade ociosa e uma pequena melhora na demanda ajuda, impacta positivamente no faturamento”, diz, ressaltando que isso ocorre em um ambiente de inflação sob controle, reforçando a expectativa de nova queda da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem.

Do ponto de vista externo, o olhar dos investidores segue nos Estados Unidos, pois ainda prevalecem incertezas em torno da questão comercial que envolve sobretaxas para a importação do aço e do alumínio, além das dúvidas sobre a força que o Federal Reserve colocará na condução do aperto monetário.

Os contratos futuros de petróleo apresentaram forte queda no mercado internacional e, no fim da primeira etapa do pregão, as ações da Petrobras acompanharam o aprofundamento da desvalorização do petróleo. Já na parte da tarde, os papéis ON e PN da petroleira brasileira oscilaram perto da estabilidade, com leve alta, mas, ao final do pregão, cederam 0,42% e 0,27%, respectivamente.

Na quinta-feira próxima, a empresa apresenta seu balanço do ano passado. Em relatório, analistas do Credit Suisse dizem esperar que Petrobras terá um pequeno lucro líquido de R$ 449 milhões, interrompendo série de perdas líquidas dos últimos três anos.

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Dólar -
A segunda-feira foi de agenda escassa, o que contribuiu para uma sessão morna no mercado de câmbio brasileiro, especialmente no mercado futuro. Ao longo do dia, o dólar oscilou em um intervalo estreito, de apenas R$ 0,01, com consolidação de viés de alta no período da tarde. Ao final dos negócios, a moeda americana ficou em R$ 3,2578 no mercado à vista, com ganho de 0,18%.

A pressão compradora foi determinada pelo cenário externo, que mostrou queda dos preços do petróleo e alguma cautela do investidor com indefinições do quadro norte-americano. Por outro lado, foi amenizada pelo início dos leilões de swap cambial do Banco Central, que, ao que tudo indica, deverá promover a rolagem integral dos vencimentos de abril. E como as movimentações do quadro eleitoral ainda se mostram incipientes, os investidores apenas monitoram alguns dos eventos políticos.

“O dia apresentou um quadro misto, com o dólar sem um direcionamento muito claro no exterior e no Brasil. Com a agenda muito fraca, os mercados operaram em stand by”, disse Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.

Crespo afirma que a principal expectativa para os próximos dias é a reunião de política monetária do Federal Reserve, na próxima semana. “Mais relevante que a decisão em si serão as sinalizações do Fed, à medida que o mercado vem aumentando a precificação de quatro altas de juros nos Estados Unidos”, disse o economista.

Os preços do petróleo aceleraram a queda no período da tarde, para o patamar de 1%, com os investidores à espera de indicadores de produtividade e estoques, além dos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE) na quarta e na quinta-feira, respectivamente.

Taxas de juros - A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,450%, de 6,449% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,29% para 7,28%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,230%, de 8,252% no ajuste de sexta-feira, e o DI para janeiro de 2023 fechou em 9,18%, de 9,19%.

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