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Finanças

07/02/2018

Ibovespa reage e tem alta de 2,48%

Índice se recuperou do susto com a queda histórica em Wall Street na véspera
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Divisa norte-americana recuou 0,23% na sessão de ontem, após acumular alta de 2,5%/Alisson J. Silva
São Paulo - Um dia após o susto com a queda vertiginosa dos mercados em Wall Street, os investidores da bolsa brasileira abriram a sessão de negócios de ontem ressabiados, com ênfase na ponta vendedora. O giro financeiro chegou a R$ 16,9 bilhões, espelhando o movimento na primeira etapa do dia. Ao longo do pregão, o Ibovespa se firmou na trajetória de alta, voltando a testar o patamar dos 84 mil pontos, enquanto seu principal par, o Dow Jones, apontava volatilidade. O índice à vista encerrou com ganho de 2,48%, aos 83.894,03 pontos.

"Hoje parece que foi o rabo que abanou o cachorro", disse o economista-chefe da Nova Futura CTVM, Pedro Paulo Silveira, para quem o mercado acionário aqui está antecipando a posição de fora, que tende a se recuperar. "Nós temos condições de mostrar performance boa porque os fundamentos e perspectivas econômicas são bons."

Quase no final do pregão, o Ibovespa acelerou em duas oportunidades: chegou a 83.577,00 pontos, em alta de 2,10%, em meio a declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que está mantida a votação da reforma da Previdência no dia 20 de fevereiro. Depois, aos 84.010,98 pontos (+2,81%) quando o Dow Jones engrenou na valorização.

Muito embora a maioria dos agentes de mercado não acredite ou diga que nem conta mais com a aprovação da reforma da Previdência neste mês, a mobilização e as declarações dos parlamentares por esses dias deixam dúvidas sobre se há alguma possibilidade. "O mercado está fazendo essa alta sem considerar a reforma", disse Silveira. "Mas, se vier a reforma, a bolsa sobe mais", complementou um operador de renda variável.

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Câmbio
- Depois de ter subido mais de 2,5% nas duas sessões anteriores, o dólar à vista encontrou espaço para uma pequena correção e terminou ontem em leve baixa. O nervosismo que tomou conta dos mercados globais na véspera perdeu parte da força e favoreceu a recuperação das moedas emergentes, incluindo o real. Internamente, contribuiu o leilão de US$ 475 milhões em contratos de swap cambial, em operação de rolagem anunciada pelo Banco Central pela manhã. A reforma da Previdência ficou em segundo plano.

A volatilidade ainda se fez presente nos negócios, principalmente no período da manhã, evidenciando o forte sentimento de incerteza quanto aos efeitos de um possível superaquecimento da economia dos Estados Unidos. O dólar abriu em alta e alternou sinais positivos e negativos até o período da tarde, quando firmou-se em leve baixa. No fechamento, a divisa foi cotada a R$ 3,2428, com recuo de 0,23%. Na máxima intraday, atingiu R$ 3,2787 (+0,87%). Na mínima, foi cotada a R$ 3,2376 (-0,39%).

Profissionais do mercado observaram ingresso de recursos externos ao Brasil, boa parte direcionado ao mercado de ações. O Índice Bovespa, que chegou a cair no início do dia, inverteu o sinal no início da tarde e consolidou expressiva alta até o encerramento do pregão. Já as bolsas de Nova York tiveram intensa volatilidade, conservando a cautela do investidor.

"Aparentemente o mercado se ajustou ao movimento de segunda-feira, favorecido pela melhora das bolsas americanas e o leilão de swap, que mostrou um Banco Central preocupado com a tensão", disse o operador da corretora Multimoney, Durval Corrêa. Mas o profissional pondera que ainda há diversas dúvidas quanto ao caminho que os mercados americanos tomarão, o que mantém o clima de incerteza no ar. "Hoje foi um dia de correção, levando em conta que câmbio e bolsa foram bastante castigados", afirmou.

No mercado futuro, o dólar para liquidação em março fechou cotado a R$ 3,2435, em baixa de 0,86%. Os negócios do futuro foram robustos e somaram US$ 29 bilhões, ante US$ 20 bilhões na véspera. No câmbio à vista, o volume de negócios somou US$ 1,423 bilhão, segundo dados da B3.

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