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Finanças

11/10/2017

Ibovespa retoma trajetória de alta com investidores otimistas

AE
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São Paulo - O mercado brasileiro de ações retomou a trajetória de alta ontem, incentivado por um conjunto de influências positivas. Segundo analistas do mercado, os investidores seguiram otimistas com a perspectiva de recuperação da economia brasileira, ao mesmo tempo em que constatam que o horizonte político não apresenta grandes riscos. A esse cenário benigno se somou um ambiente internacional essencialmente positivo, com altas dos preços do petróleo e das bolsas de Nova York. Assim, o Índice Bovespa terminou o dia em 76.897,20 pontos, em alta de 1,55%.

A alta do dia foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro e da Petrobras. A alta expressiva dos preços do petróleo nos mercados futuros de Londres e Nova York foi um importante motor para os ganhos da petroleira, que somaram 1,46% (ON) e 1,89% (PN). Os papéis dos bancos ganharam maior impulso à tarde, ainda de carona no maior otimismo com o cenário doméstico e a sinalização das análises gráficas de que o Ibovespa está a caminho dos 80 mil pontos. As units do Santander subiram 3,81%. Itaú Unibanco PN avançou 2,49% e Bradesco PN, 2,12%.

Um dos principais eventos do dia, a leitura do relatório da denúncia contra o presidente Michel Temer ficou em segundo plano para o mercado de ações, que já contava com um tom governista por parte do relator da matéria, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). O assunto foi considerado neutro para os negócios.

A notícia de que os líderes governistas articulam uma reforma da Previdência mínima também teve leitura positiva, embora o mercado ainda mostre ceticismo em relação a qualquer avanço do governo nesse sentido. Segundo informou o jornal “O Estado de S. Paulo”, a intenção dos governistas é colocar uma reforma light em votação no plenário da Câmara em novembro, após a análise da denúncia contra Temer.

Para Marco Saravalle, analista da XP Investimentos, a terça-feira não chegou a ser de grandes destaques. Ele afirma que a confiança do mercado tem sido diariamente alimentada por indicadores econômicos que ficam dentro ou acima do esperado.

“As casas vêm promovendo sucessivas revisões para crescimento da economia e redução de juros, dados que se confirmam semanalmente no boletim Focus (do Banco Central). Nesse cenário, o mercado vem relativizando o cenário político”, disse o profissional da XP.

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Dólar - Depois de atingir o patamar de R$ 3,16 pela manhã, o dólar zerou as perdas ao longo da tarde e fechou próximo à estabilidade, em um movimento de cautela antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que será conhecida hoje, e influenciado diretamente pela forte queda do peso mexicano. Mais cedo, no entanto, o dólar passou por um ajuste da alta, ajudado pela fraqueza da moeda no exterior e uma possível aprovação da reforma da Previdência neste ano, ainda que mais enxuta.

No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,06%, aos R$ 3,1841. O giro financeiro somou US$ 856 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1622 (-0,75%) e na máxima, R$ 3,1856 (-0,01%).

No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,30%, aos R$ 3,1890. O giro financeiro somou US$ 15,66 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1715 (-0,84%) a R$ 3,1950 (-0,10%).

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