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Finanças

20/02/2018

Ibovespa tem dia estável com feriado nos EUA

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São Paulo - Com o feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, que manteve fechados os mercados em Nova York, o Ibovespa operou durante todo o pregão de ontem em leve alta. Na primeira etapa da sessão de negócios, ensaiou furar o patamar dos 85 mil pontos em um dia de vencimento de opções. Entretanto, faltou força para chegar lá. O índice à vista encerrou valorizado em 0,32%, aos 84.792,70 pontos.

Na análise de Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM, a bolsa se sustentou em terreno positivo, sendo amparada não apenas pelas perspectivas para um ambiente positivo, principalmente no plano doméstico, mas em dados que seguem confirmando isso. “Seguimos vendo e confirmando o tempo todo esse cenário. Do ponto de vista corporativo, as coisas seguem acontecendo positivamente bem”, afirmou.

Além disso, do ponto de vista macroeconômico, as estimativas para o crescimento da economia seguem firmes. Ontem o Banco Central divulgou que o IBC-Br subiu 1,4% em dezembro, ante novembro, e 1,04% no ano passado.

Na sessão de ontem, se, por um lado, as ações da Petrobras - ajudadas pelo petróleo e por notícias corporativas - contribuíram para sustentar a bolsa pelo terreno positivo, por outro, o setor bancário operou na contramão em um movimento baixista, devolvendo os ganhos robustos apurados desde janeiro. Os papéis da estatal ON e PN tiveram alta de 2,80% e 3,24%, respectivamente.

As ações do Itaú Unibanco PN fecharam em baixa de 0,79%, as do Banco do Brasil ON recuaram 1,66% e as Bradesco PN perderam 0,49%.

Muito embora o governo sinalizasse na sexta-feira passada para a continuidade das discussões da reforma da Previdência, analistas são unânimes em dizer que não contam mais com isso. Com a intervenção federal no Rio de Janeiro, o texto da reforma foi retirado da pauta do plenário da Câmara dos Deputados.

Dólar - A ocorrência dos feriados nos Estados Unidos  e na China (ano-novo Lunar) reduziu a menos da metade o volume de negócios no mercado de câmbio brasileiro. O noticiário também foi escasso, principalmente à tarde, o que acabou por consolidar um ambiente de poucas referências para as transações. Nesse cenário, o dólar oscilou em um intervalo pequeno e fechou cotado a R$ 3,2347 no mercado à vista, em alta de 0,28%.

O viés de alta esteve em sintonia com a tendência majoritária de fortalecimento do dólar ante outras moedas pelo mundo, mas operadores ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, citaram principalmente a cautela do investidor em relação ao cenário político doméstico. Segundo Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora, a decretação da intervenção federal no Rio de Janeiro fez cessar qualquer discussão em torno da reforma da Previdência, o que deve direcionar as atenções dos investidores a outras questões. “O cenário eleitoral ganha maior relevância, com o mercado atento às chances de eleição de um candidato reformista”, disse.

Outra razão para o comportamento cauteloso está relacionada às consequências da não aprovação da reforma. O Bank of America afirmou em relatório nesta segunda-feira que, se nada for feito para reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública, a trajetória de piora da relação dívida/PIB vai prosseguir e superar em breve os 80% na maioria dos cenários traçados. Se a reforma não for aprovada, o BofA prevê que as agências Moody’s e a Fitch podem rebaixar o rating soberano brasileiro, seguindo o movimento feito em janeiro pela S&P.

Taxas de juros - Os juros futuros fecharam com taxas em queda nos vencimentos de curto prazo, perto da estabilidade no trecho intermediário e levemente pressionadas para cima na ponta longa, numa sessão de liquidez abaixo do padrão em meio aos feriados no exterior.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,590%, de 6,620% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,71% para 7,67%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,63%, de 8,62%, e a taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 9,89% para 9,92%.

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