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07/06/2017

ICJ vai lançar solução para vôlei

Mírian Pinheiro
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Uso do sistema de vídeo replay foi utilizado em competições de tae kwon-do em cinco eventos oficiais/Divulgação
Com toda a infraestrutura oferecida pela escola e investimento de R$ 5 mil feito pelo orientador do laboratório de Robótica e Mente Inovadora, Pablo Carvalho, alunos do ensino médio do colégio ICJ (Instituto Coração de Jesus), de Belo Horizonte, localizado no bairro Nova Suíça, região Oeste, desenvolveram em 2016 a startup The Life Projects Soluções Tecnológicas. A empresa júnior, que já tem até identidade visual, recuperou o aporte em 12 meses. A proeza veio com o primeiro sistema remoto (de vídeo replay) desenvolvido e comercializado. O sistema foi alugado pela Confederação Mineira de Tae Kwon-Do e usado, com sucesso, durante os campeonatos oficiais do esporte em 2016. O aluguel do sistema rendeu à equipe R$ 8 mil.

O novo desafio é, com parte do lucro, criar um sistema para identificar, com precisão, se a bola de vôlei passou pela linha central do campo. O projeto já está sendo desenvolvido. “Neste ano, já conseguimos confirmar o uso do sistema de vídeo replay, utilizado em competições de tae kwon-do em cinco eventos das entidades federativas”, diz Jade Rezende, estudante do 3° ano e uma das fundadoras. O trabalho é dividido com os demais idealizadores: Caio Simões, Gabriel Morais e Marcelo Vasconcelos, todos do 2º ano.

Segundo Pablo Carvalho, a robótica foi introduzida na proposta curricular da escola há quatro anos e meio, contemplando alunos a partir do 9º ano. Como tema transversal, foi incluída na proposta pedagógica com o intuito de incentivar a visão empreendedora dos alunos, favorecendo a criatividade e a inovação do ensino. “Ela também aparece como conteúdo de caráter social para que eles pensem e proponham soluções para problemas na escola e na sociedade em geral”, explica Carvalho. Na visão do professor, dentro do conteúdo pedagógico, o tema funciona como catalisador de oportunidades. “A robótica é um projeto de caráter multidisciplinar que integra conceitos de disciplinas como matemática, mecânica, física, informática e outras, facilitando a assimilação desses conteúdos pelos alunos.”

Perenidade - A intenção é que a startup permaneça, mesmo depois da saída dos alunos fundadores em razão do término do ciclo escolar, no colégio. A continuidade do projeto coordenado por Carvalho já vem sendo capitaneada pelos estudantes. Segundo o professor, os jovens fundadores têm buscado alunos nas salas de 8º ano interessados em desenvolver novos projetos. “A escola oferece toda a infraestrutura necessária, como notebooks, salas de aula, material robótico, flexibilidade de horários para os alunos envolvidos, enfim, o ICJ é como um escritório”, elogia o monitor.

A proposta recebe suporte operacional do colégio. Para incentivar os estudantes, a escola cede espaço para as atividades, materiais e um monitor para auxiliar nas questões técnicas. A diretora pedagógica da escola, Aparecida Nicolai Curto, ressalta que o projeto é resultado do esforço em preparar o aluno para o mercado de trabalho.

“Estimulamos o desenvolvimento de habilidades e competências durante as aulas de Educação Financeira e Robótica, repassando noções de empreendedorismo. Os projetos propostos pelo colégio estimulam a capacidade de organização - com implementação e planejamento estratégico, entre outras situações. Certamente, as mesmas competências serão aproveitadas, posteriormente, tanto profissional quanto socialmente”, afirma. Segundo especialistas, a adoção de metodologias modernas, em consonância com o mundo tecnológico em que os jovens vivem atualmente, permite a melhor aquisição da aprendizagem, desenvolve diversas qualidades pessoais e incentiva a resolução de situações-problema.

No ecossistema brasileiro de startups, Minas Gerais destaca-se como um dos polos mais inovadores, com ideias e negócios que movimentam o cenário econômico e evidenciam a cultura empreendedora do Estado. Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o Projeto de Lei 3.578/2016, que cria uma legislação específica para o setor. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem quase 400 empresas mineiras neste segmento.

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