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Negócios

31/01/2014

Icode traduz cardápios de restaurantes via QR-code

Ferramenta desembarca em MG em breve
Thaíne Belissa
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Para os restaurantes usarem a tecnologia, a startup cobra uma mensalidade a partir de R$ 99/Divulgação
Sem muito jeito e um pouco temeroso, o estrangeiro chega ao restaurante brasileiro, abre o cardápio e não sabe o que fazer. Palavras como coxinha, caipirinha ou tropeiro não fazem sentido nenhum e ele é obrigado a apelar para os gestos e encenações para conseguir comer. Inspirados em situações como essas, um argentino e um paulista resolveram criar a Icode Cardápios Inteligentes, ferramenta de tradução de cardápio via QR-code. Lançada em novembro do ano passado por meio da startup Icode Brasil, a tecnologia funciona em seu projeto-piloto em um restaurante de São Paulo, mas deve chegar a Minas Gerais e a outros estados nas próximas semanas.

Um dos fundadores da empresa, Rodolfo Parisi explica que ele e o sócio fizeram uma pesquisa de mercado a fim de entender como os restaurantes se preparavam para receber estrangeiros. O resultado encontrado por eles é que um número muito reduzido se preocupa com isso e, aqueles que pensaram em alguma solução, tiveram gastos altos. "Os poucos que fizeram alguma coisa ou tinham cardápios traduzidos, o que fica caro, ou pagavam cursos e treinavam garçons, o que é um investimento de alto risco, uma vez que não se tem a garantia de que aquele profissional permanecerá no estabelecimento", avalia.

Com a ferramenta desenvolvida pela startup, o cliente do restaurante só precisa direcionar a câmera do celular ou tablet para o QR-code impresso em uma etiqueta nos cardápios e, automaticamente, ele será direcionado para um ambiente on-line com o menu traduzido. Parisi ressalta que o cardápio on-line é exatamente igual ao que está no estabelecimento, por isso o cliente não precisa nem conversar com o garçom: apenas apontar a opção escolhida. "O cardápio fica salvo no aparelho do cliente e ele pode consultá-lo mesmo que não esteja no restaurante. Além disso, o aplicativo é interligado às redes sociais e tem geolocalização, então o usuário pode curtir ou compartilhar a página do restaurante e mostrar onde está", completa.

Atualmente, a ferramenta possui 16 idiomas, que serão os falados no Brasil durante a Copa do Mundo, mas o sócio garante que não há limites para a inserção de novas línguas. O principal foco para este ano são as cidades-sede da Copa, sendo Belo Horizonte uma das prioridades. A Capital e a Região Metropolitana vão abrigar as seleções do Uruguai, Chile e da Argentina e, segundo Parisi, devem receber pelo menos sete idiomas diferentes. "Estamos formando uma rede de representantes para atender restaurantes em Belo Horizonte e, até a próxima semana, teremos pelo menos três pessoas atuando na cidade", adianta.

Para os restaurantes usarem a tecnologia, a startup cobra uma mensalidade a partir de R$ 99. Na medida em que o dono do estabelecimento deseja inserir mais línguas, o preço é ajustado. Além disso, a startup também pretende lucrar com a venda de anúncios. Parisi afirma que a meta para este ano é atingir pelo menos 300 restaurantes nas cidades-sede da Copa, faturando até R$ 1 milhão. O sócio destaca, ainda, que a empresa pretende ampliar a tecnologia para outros ambientes, como museus e transporte público. "O objetivo da ferramenta é facilitar a comunicação, auxiliando o estrangeiro, que precisa ser bem recebido, mas também beneficiando as empresas brasileiras, que vão fidelizar o cliente e ganhar mais com isso", conclui.



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