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Prêmio José Costa

22/10/2015

Ideias e ações inovadoras constroem Minas

Mara Bianchetti
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Participantes do painel "Resiliência e Gestão Responsável"/Alisson J. Silva
De maneira complementar a homenagem a empresas e empresários mineiros que, com ideias e ações inovadoras ajudam a transformar e construir a história econômica de Minas Gerais, sob a ótica do bem comum, a quinta edição do "Prêmio José Costa" trouxe um painel sobre o tema "Resiliência e Gestão Responsável - Novos modelos para novos tempos".

O mediador da discussão foi o professor da FDC Cláudio Boechat, que abriu o evento falando sobre o desenvolvimento obtido pelo País nos últimos anos, que corre o risco de ser perdido em função da crise existente. Para ele, as instituições precisam se fortalecer.

"Do ponto de vista social o Brasil corre o risco de perder várias conquistas da última década, em termos de melhoria e qualidade de vida e ascensão das classes sociais. O governo conseguiu tirar da extrema pobreza grande parte da população, mas a combinação de crise política, econômica e moral já começa a apresentar rombos ao País", disse.

Boechat lembra que os novos tempos exigem novos modelos não somente de gestão, mas de sociedade, mentais e afetivos. "Não se trata de mudar pensamento, mas vontades, emoções e desejos. Individual, social e empresarialmente. E o painel foi criado para explorar algumas dessas possibilidades junto a pessoas e instituições relevantes para Minas Gerais, em busca de características de resiliência e gestão responsável", completou.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, falou sobre as linhas de atuação do governo em direção aos objetivos do desenvolvimento sustentável e aos novos modelos que se desenham em Minas Gerais. Ele lembrou que o conceito de resiliência não é novo, mas cada vez mais envolve mudanças de atitude, comportamento e de ética.

"Por isso o governo busca um novo jeito de conduzir o Estado. A partir da instituição dos Fóruns Regionais vai ser possível conhecer as demandas de cada local e discuti-las com seus principais agentes", explicou.

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Foco - O presidente do Grupo Asamar e da União Internacional de Dirigentes Cristãos (Uniapac América Latina), Sérgio Cavalieri, discursou sobre os principais pontos do Congresso Internacional da Uniapac, realizado no início do mês em Belo Horizonte, trazendo como foco: empresas, governo e sociedade civil trabalhando juntos pelo bem comum.

"Todo o desenvolvimento tecnológico que tivemos até aqui não foi suficiente para solucionar os problemas mundiais e, para completar, acabamos por acumular outros ainda mais complexos", define.

Cavalieri destacou que a globalização vivida hoje é da indiferença e que a sociedade se habituou com o sofrimento do outro, se isentando das responsabilidades mútuas. No Brasil, para ele, a ideologia ultrapassada, com política e decisões equivocadas, têm levado o País a uma profunda crise econômica, com desequilíbrios seriamente agravados pelos próprios políticos que focam na disputa pelo poder e se esquecem de servir a população.

"Tudo isso tem deixado o País sem perspectiva, causando desemprego, redução do consumo, frustração, tristeza e desesperança", lamentou.

Já o assessor da presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Fábio Veras, destacou como os novos negócios originados nas startups estão interferindo nos antigos modelos de gestão. "Existem fenômenos acontecendo em todo o mundo e, às vezes, eu sinto que Minas Gerais e até o Brasil estão ficando para trás", admitiu. Confira o vídeo do painel

Por fim, o gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal, Sidemberg Rodrigues, falou sobre as dimensões da sustentabilidade, visando os resultados para organizações. Ele citou que embora o mundo esteja bastante avançado tecnologicamente, o movimento é de pouco humanismo, principalmente no meio empresarial e que as bases para o desenvolvimento também precisam mudar.


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