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Finanças

15/06/2017

IGP-10 registra queda de 0,62% em junho

Índice foi puxado pelos preços praticados no atacado e a alta na conta de luz limitou a retração
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Grupo Alimentação registrou uma deflação de 0,44% em junho e foi um dos destaques deste mês, segundo a FGV/Alisson J. Silva
Rio - Uma deflação de 0,44% no grupo Alimentação do IPC-10, dentro do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de junho, compensou a aceleração dos preços da conta de luz. Com isso, o IPC-10 de junho registrou alta de 0,21%, exatamente a mesma variação de maio, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Puxado pelos preços do atacado, o IGP-10 recuou 0,62% em junho, após a queda de 1,10% em maio. Foi o terceiro mês seguido de deflação.

Assim como visto dos índices de preços de maio, a tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,13% para 4,76%, foi a maior contribuição de alta no IPC-10. O subíndice só não acelerou na passagem de maio para junho porque o grupo Alimentação desacelerou de 0,23% para -0,44%.

“Nesta classe de despesa, a maior contribuição para a desaceleração veio do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 7,15% para -4,55%”, diz a nota divulgada mais cedo pela FGV.

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,14% para 0,69%), Comunicação (1,12% para 0,01%) e Transportes (0,00% para -0,11%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. Para cada uma dessas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: medicamentos em geral (2,85% para 0,49%), pacotes de telefonia fixa e internet (2,37% para -0,49%) e tarifa de ônibus urbano (0,82% para 0,05%), respectivamente.

De acordo com a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -1,17%, em junho. Em maio, a variação foi de -1,74%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,16%, em junho, ante 0,18%, em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 0,41% para -2,03%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,21%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,38%. A principal responsável por este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,48% para 0,04%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de -0,04%. No mês anterior, este índice registrou variação de -0,42%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de -4,34%. Em maio, a taxa foi de -5,46%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: soja (em grão) (-1,80% para 3,31%), milho (em grão) (-9,62% para -4,62%) e mandioca (aipim) (-10,14% para -6,78%).Em sentido inverso, destacaram-se os itens: minério de ferro (-13,57% para -16,54%), bovinos (-0,92% para -2,19%) e cana-de-açúcar (-2,66% para -3,18%).

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INCC - O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, taxa de variação de 0,92%, ante -0,02%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,09%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,06%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 1,76%. No mês anterior, este índice variou 0,02%.

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