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DC Lab

07/06/2017

Imaginação pode virar realidade virtual

Ana Carolina Dias
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A paixão que leva fãs a acreditarem em novas possibilidades colocadas dentro de uma caixa. A Holobox parte da experiência que os colecionadores têm com seus personagens favoritos da cultura pop para desenvolver projetores de hologramas que ajudam a potencializar essa relação com as figuras colecionáveis por meio de imagens de alta resolução, iluminação LED dinâmica e som volumétrico. O protótipo, inicialmente criado para advertising em empresas, foi combinado com um boneco que decorava o escritório de design onde surgiu a startup e a ideia chegou às redes sociais por meio de um vídeo que gerou engajamento fora do comum.

“Em menos de três semanas, foram cerca de 12 milhões de visualizações, com alcance na mídia nacional e internacional, e mais de 1.500 pedidos sem nenhum outro tipo de divulgação. Desde então, encaramos o projeto com um olhar diferenciado e começamos a montar com foco específico para tornar o que antes só poderia ser imaginado em algo tangível, com hologramas realistas em volta dos personagens”, diz o fundador e CEO da Holobox, Bruno Zanetti.

Para Zanetti, o diferencial do produto é exatamente não usar o holograma como uma ferramenta para publicidade, respeitando as ações do personagem e mantendo um diálogo assertivo com as produções originais. “O principal é a abordagem do personagem tentando respeitar o universo no qual ele está inserido e o que ele pode fazer. Tentamos imaginar, caso o personagem tivesse vida, qual seria a visão dele, para manter no público a ideia de assistir um filme ou desenho com a participação dele”, assegura.

Desde o início contando com a força da interação do público via internet, os empreendedores tomaram a decisão de buscar um site de financiamento coletivo para começar as vendas depois de dois anos acompanhando feiras especializadas em cultura pop e da participação no programa de aceleração Fiemg Lab. “A ideia é entrar no Kickstarter ainda este mês, com a quantidade mínima de 250 caixas, para fazer a primeira rodada industrial de produção. O site costuma ter uma abrangência de visualização muito grande para projetos deste tipo. Inicialmente serão vendidos pacotes fixos com 15 hologramas predefinidos para cada personagem também já estipulado”, explica o CEO.

As possibilidades planejadas pelos criadores para o Holobox não param por aí. Após os resultados do financiamento coletivo, a tendência é personalizar ainda mais o produto, começar as vendas diretas e fazer com que o produto tenha funcionalidades de um videogame. “O próximo passo é o desenvolvimento do software completo, que é uma plataforma de e-commerce na qual o cliente pode comprar novos hologramas. Queremos ainda disponibilizar um kit de desenvolvimento de softwares (SDK) para as pessoas criarem seus próprios hologramas e, por último, a ideia é transformar o Holobox em um video game que poderá ser controlado via smartphone ou joystick”, projeta.

Com meta de vender 2 mil unidades neste ano e aumentar para 20 mil em 2018, Zanetti ressalta a importância do Fiemg Lab para validação, profissionalização e internacionalização do modelo de negócios da Holobox. “Entramos no Fiemg Lab sabendo que éramos uma empresa internacional mas não sabíamos como começar. Agora já entendemos diversos pormenores que, em escala, vão fazer diferença, como a abertura de uma empresa fora do País e consolidação da cadeia de fornecedores. Usando as franquias de personagens no modelo que vai chegar na casa dos clientes, temos uma escala global. A ideia é iniciar as vendas internacionais e, para isso, contamos com toda a estrutura da Fiemg”, afirma Zanetti, que planeja ainda uma rodada de investimentos para o fim da segunda etapa do programa de aceleração, tendo como base os dados do financiamento coletivo.

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