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Agronegócio

09/06/2018

Importações chinesas saltaram, em meio à guerra comercial com os EUA

AE e Reuters
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Pequim e São Paulo -  As importações chinesas de soja saltaram em maio em relação a abril, com os compradores adquirindo a colheita do Brasil, mas o volume ainda ficou estável ante igual mês do ano passado, apesar das preocupações do mercado com a guerra comercial com os Estados Unidos.

A China, maior compradora mundial de soja, importou 9,69 milhões de toneladas da oleaginosa em maio, acima dos 6,9 milhões de toneladas de abril, mas apenas 1% a mais do que em maio do ano passado, segundo dados da alfândega desta sexta-feira.
As remessas - o maior número mensal desde julho - ocorreram um mês depois que Pequim ameaçou impor uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de soja dos Estados Unidos, em meio a uma escalada na tensão comercial, fazendo com que alguns compradores se apressassem em assegurar suprimentos.

No entanto, com as chegadas de maio sazonalmente dependentes dos produtores do Hemisfério Sul, particularmente do Brasil, o maior exportador, os números de importação mostraram pouco impacto geral.

A China importa 60% da oleaginosa comercializada no mundo inteiro para produzir ração animal para seu rebanho maciço de gado, com cerca de um terço vindo tipicamente dos Estados Unidos.

Os dados preliminares não detalham o país de origem das importações. “Está em linha com nossas expectativas. Maio é sempre maior que abril, porque em maio nós vemos grandes desembarques do Brasil”, disse o analista da Cofco Futures, Yang Linqin.

Pequim ameaçou tarifas maiores sobre a soja dos EUA em 4 de abril, levando os compradores a buscar oferta no Brasil, embora ela possa vir nos próximos meses. “Com temores de guerra comercial, os compradores devem tentar comprar tanta soja brasileira quanto puderem”, disse um analista de uma companhia internacional.

Fábrica de proteínas - A ADM do Brasil inaugurou sexta-feira, 8, uma fábrica de proteínas da soja em Campo Grande (MS). Na planta instalada dentro do complexo de processamento de soja da ADM no município, foram investidos aproximadamente US$ 250 milhões, segundo nota divulgada pela companhia.

Nela serão produzidas 75 tipos de proteínas para a indústria alimentícia e de bebidas, incluindo insumos para nutrição esportiva, alimentos de controle de peso, para idosos e crianças e suporte a dietas com menor teor calórico.   De acordo com a empresa, a nova unidade terá capacidade total de 50 mil toneladas por ano e atenderá compradores nacionais, até então abastecidos com produtos importados, e do mercado externo.
A operação integra a divisão ADM Nutrition, nova área de negócios da companhia. 

“Estamos cumprindo nosso plano estratégico de adicionar valor à atividade tradicional de comercialização de grãos. Desta forma, ampliamos nossa parceria com os clientes, atuando como braço de pesquisa e desenvolvimento de novos ingredientes naturais para a indústria de alimentos e propondo soluções tecnológicas”, disse no comunicado o presidente da ADM América do Sul, Domingo Lastra.

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