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Economia

13/06/2018

Inadimplência cai entre belo-horizontinos

Índice de famílias que têm contas ou dívidas em atraso diminui de 28,2% em abril para 27% em maio
Ana Carolina Dias
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Queda da inadimplência na capital mineira é avaliada como positiva pela Fecomércio-MG, responsável pela pesquisa/Marcos Santos/USP Imagens
A inadimplência e o endividamento estão menores entre os belo-horizontinos, como mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG). O percentual de inadimplentes, índice que aponta o número de famílias que têm contas ou dívidas em atraso contraídas com cheques pré-datados, cartão de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, aquisição de imóvel e prestações de carros e seguros, passou de 28,2% em abril deste ano para 27%, registrados em maio.

Na avaliação do economista da Fecomércio-MG Guilherme Almeida, essa queda é positiva, uma vez que mostra que as pessoas estão conseguindo honrar pelo menos os compromissos financeiros em aberto. “Isso retira do cenário a possibilidade de esses indivíduos entrarem em um contexto de negativação do nome, o que impossibilita a obtenção de crédito e impacta muito no mercado, principalmente de bens duráveis e semi-duráveis, que necessitam de condições de financiamento”, explicou Almeida.

O nível de endividamento na capital mineira, que retrata o comprometimento da renda familiar com financiamentos, incluindo cartões e empréstimos, alcançou o menor patamar registrado neste ano, chegando a 60,7% no mês de maio frente aos 62,3% apurados em abril. O indicador manteve um histórico de retração que vem desde novembro do ano passado, enquanto, em maio de 2017 o índice estava em 67,3%.

A redução do endividamento, segundo Almeida, é um indicativo de que a confiança dos consumidores no âmbito familiar ainda não está em um nível ideal. Associado à confiança do consumidor, que tem oscilado devido ao cenário político e a um nível de desemprego ainda alto, o índice apresenta volatilidade alta e mostra que as pessoas estão consumindo menos na passagem de um mês para o outro. “O resultado indica um recuo do consumo e na questão dos compromissos financeiros para a família, o que, de certa forma, é negativo, porque mostra que, apesar dessa recuperação econômica ainda lenta, as pessoas continuam estão cautelosas”, afirmou.

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Dificuldade - O total de consumidores que não conseguirão quitar os compromissos financeiros vencidos até o próximo mês também apresentou queda e passou de 11,6% em abril para 11,4% em maio. O economista da Fecomércio-MG ressaltou que esse indicador é um termômetro na compreensão de como essas famílias estão lidando com os compromissos em aberto.

O levantamento mostrou que o tempo médio de comprometimento com dívidas é de 6,9 meses, o que, na avaliação de Almeida, é um período considerável, levando em conta um cenário de incertezas com ano eleitoral e uma evolução tímida dos investimentos por parte das empresas, o que gera perspectiva pouco animadora para geração de postos de trabalho formais. “Esse é um indicador de atenção que aponta que determinada parcela que tem compromissos não terá condições de quitar essas dívidas. Por isso, é um índice que deve ser acompanhado”, analisou.

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