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FAPEMIG - Ciência e Inovação em Minas

23/11/2016

Inatel oferece workshop sobre tecnologia 5G na Fapemig

Assessoria de Comunicação da Fapemig
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O padrão da nova geração da comunicação móvel vai ser definido em 2020, mas instituições de pesquisa e empresas do mundo todo já apontam os caminhos das tecnologias que serão empregadas no desenvolvimento e aplicações do 5G. Pensando nesta nova tecnologia, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) vai oferecer um workshop gratuito que abordará os cenários atuais e futuros para comunicações móveis, explorar padrões, requisitos, aplicações e outros detalhes sobre o tema.

O curso faz parte do 3º Fala Ciência - Curso de Comunicação Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizado na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), nesta quinta-feira (24), em Belo Horizonte, das 9 horas às 17h30.

O Inatel, sediado em Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), lidera essas pesquisas no Estado por meio do Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR). O CRR, como é chamado, foi criado por meio de um projeto envolvendo o governo federal, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Inatel, com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), e conta com mais de 30 profissionais voltados para o trabalho de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

O CRR concentra pesquisas em comunicações móveis de 5ª geração (5G), comunicações via satélite, acesso banda larga sem fio e radiocomunicação ponto a ponto de longo alcance e grande capacidade. O Instituto já realiza trabalhos em conjunto com instituições europeias, em especial com a Universidade de Dresden, na Alemanha, considerada um dos mais importantes centros de desenvolvimento da tecnologia 5G no mundo. “Pela primeira vez podemos dizer que o Brasil está caminhando junto com o mundo para o desenvolvimento de uma tecnologia que vai mudar tudo o que conhecemos até então de comunicação móvel. Estamos contribuindo para a definição de um padrão global”, explica o coordenador geral do CRR, José Marcos Câmara Brito.

O mesmo aconteceu no início dos anos 2000, quando o Inatel “respirou” TV Digital. Os pesquisadores avaliaram os padrões já existentes no mundo e tiveram papel importante nas adequações necessárias para que a tecnologia fosse implantada no Brasil. No momento, não existe padrão de 5G no planeta, por isso, é uma grande oportunidade de contribuir para um padrão mundial e ainda atender as necessidades específicas do Brasil para a comunicação móvel.

5G na prática - Pode parecer estranho falar em 5G quando nem mesmo as outras gerações de comunicação, como 4G e até 3G, estão efetivamente implantadas. Mas o fato é que a nova geração de comunicação móvel já tem data para chegar: 2020. A data foi determinada pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), responsável também por definir o padrão desta nova rede que todos os países terão que seguir. Até este dia chegar, são as pesquisas científicas, como as desenvolvidas no Inatel e em grandes centros mundiais, que vão apontar quais são os obstáculos a serem vencidos, as reais necessidades e as aplicações para o 5G.

O 5G poderá ser utilizado em várias demandas: para aumentar a taxa de dados e informações que o usuário recebe no celular; no ingresso de “coisas” na rede (a denominada Internet das Coisas), com a comunicação cada vez mais comum entre máquinas; na chamada internet tátil, com o controle de objetos a partir da tela dos smartphones e a integração dos dispositivos de realidade aumentada no nosso cotidiano; e no desafio de aumentar a cobertura de acesso à rede sem fio em áreas de baixa densidade populacional, algo crítico para países de grande dimensão como o Brasil. “O que os vários centros de pesquisa estão estudando são as formas de atender a esses cenários e as necessidades específicas para essa implementação e, assim, poder elaborar uma proposta de modelo de referência mundial”, explica o coordenador de pesquisa do CRR, Luciano Leonel Mendes.

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