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Economia

14/04/2018

Indústria de Minas vê receita subir em 3 regiões no 1º bimestre

Sul, Centro-Oeste e Zona da Mata são os destaques do início deste ano
Mara Bianchetti
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Parque fabril do Triângulo e Leste, no entanto, tiveram quedas/Alisson J. Silva
O parque fabril do interior do Estado vem mantendo oscilação entre resultados positivos e negativos desde o início do ano e encerrou o primeiro bimestre de 2018 com alta no faturamento em três das cinco regiões avaliadas pela Pesquisa Indicadores Industriais Regionais (Index-Regionais), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O resultado mais expressivo foi registrado pelas indústrias da região Sul, enquanto o Triângulo teve a baixa mais impactante.

Os números acompanharam o desempenho geral do Estado, cuja variação do faturamento, no acumulado dos dois primeiros meses deste exercício, avançou 4,8% sobre a mesma época de 2017. Quando consideradas as receitas atingidas na comparação com janeiro e fevereiro do ano passado, houve baixa de 4,5% e crescimento de 2,8%, respectivamente.

De acordo com a economista da Fiemg Daniela Muniz, apesar de o momento ser de recuperação da economia e os indicadores terem começado o ano com fôlego melhor do que o inicialmente esperado, houve quebra do ritmo de crescimento em fevereiro. Segundo ela, alguns indicadores que vinham melhorando pioraram, enquanto outros seguiram a sequência de queda que já vinha sendo observada.

“Esta oscilação é normal para um período de retomada. É esperado que a elevação ocorra de forma gradual, principalmente considerando os desafios que o Brasil ainda tem pela frente, como as reformas estruturais e as eleições de 2018”, explicou.

Por isso, para a economista ainda é cedo para traçar perspectivas. É necessário aguardar mais alguns meses para acompanhar o comportamento da economia e dos setores. Mas, a expectativa da entidade é de desempenho positivo neste exercício. “Estamos otimistas com a retomada da economia”, adiantou.

Destaques - Conforme a pesquisa Index-Regionais, três das cinco regiões avaliadas mantiveram os resultados positivos no encerramento do primeiro bimestre de 2018. Os destaques foram as regiões Sul, Centro-Oeste e Zona da Mata. Triângulo e Leste ainda mantiveram faturamentos negativos no acumulado de janeiro e fevereiro, enquanto a região Norte não entrou no levantamento.

O faturamento no Sul chegou a 2% no acumulado dos dois primeiros meses de 2018, sobre a mesma época de 2017. Na comparação de fevereiro deste ano com igual mês do exercício passado, as receitas das indústrias cresceram 0,4%, enquanto frente ao mês anterior houve baixa de 1,2%. As horas trabalhadas na produção cresceram 1,3% e a massa salarial real e o emprego recuaram: -1,3% e -3,9%, respectivamente.

A queda mensal foi reflexo da redução das vendas para o mercado interno e das exportações. As horas trabalhadas na produção registraram pequena retração (-0,2%). O emprego e a massa salarial avançaram 0,3% e 2,9%.

No acumulado do ano, além do faturamento, as horas trabalhadas na região também avançaram, após três anos de queda. O emprego registrou leve recuo, enquanto a massa salarial real não variou.

O Centro-Oeste também teve destaque, uma vez que o parque fabril local fechou o acumulado de janeiro e fevereiro com aumento de 1% nas receitas. Os demais índices ficaram todos negativos nesse tipo de comparação.

O faturamento da indústria da região caiu 0,4% sobre fevereiro de 2017, mas cresceu 0,6% sobre o mês anterior.  O emprego cresceu pelo segundo mês seguido, após quatro meses de retração (0,8%) e foram observados recuos das horas trabalhadas na produção e da massa salarial (-1,2% e -7,5%).

A Zona da Mata registrou alta no faturamento de 0,7% no bimestre, após iniciar o ano em queda. A massa salarial também avançou (4%). Por outro lado, as horas trabalhadas na produção e o emprego apresentaram recuos de 3,4% e 2,7%. Todos os indicadores caíram em relação a janeiro, exceto o emprego, que cresceu 0,2%. O faturamento real retraiu pelo terceiro mês seguido.

Quedas - Na outra ponta, o Triângulo observou recuo de 14% no faturamento das indústrias, no período entre janeiro e fevereiro de 2018, e o Leste, de 5,1%. Nas outras bases de comparação, as indústrias do Triângulo tiveram resultado no faturamento de -13,8% em relação a fevereiro do ano passado, mesmo com a alta de 12,8% frente a janeiro. Já no Leste, o faturamento mensal caiu 7,4% e sobre o mês imediatamente anterior foi de -4,8%.

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