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Economia

21/10/2017

Indústria mineira projeta crescimento

Indicadores de renda e de inflação já favorecem o setor, que prevê aumento de 2% na produção neste ano
Gabriela Pedroso
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A previsão de melhora das vendas é um sinal de que o consumo das famílias, que responde por 60% do PIB, está dando sinais de retomada/Alisson J. Silva
O verão só começa em dezembro, mas a chegada antecipada do calor e a proximidade do período de férias são as apostas da marca mineira de moda praia e fitness Feriado Nacional para aquecer as vendas do fim de ano. A empresa, com sede em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, possui confecção própria e, com a melhora no comércio observada a partir de setembro, já vem se preparando para atender não só as encomendas do País e do mercado externo para o Natal, como também a demanda de suas lojas no varejo.

A Feriado Nacional, para este Natal, já registra um aumento nos pedidos em torno de 20% frente ao mesmo período do ano passado. E para conseguir entregar as encomendas dentro do prazo, a empresa reforçou a capacidade produtiva com a contratação de colaboradores temporários e o pagamento de horas extras aos funcionários efetivos.
Supervisora administrativa da marca, Gleicimara Guimarães atribui a alta à melhora do cenário econômico. De acordo com ela, mesmo com o desemprego ainda elevado e a crise política nacional, o mercado tem dado espaço para o crescimento.

“A gente está com uma expectativa muito boa para o Natal. A gente vê o retorno imediato disso de nossos clientes de atacado na fábrica. Também atendemos ao varejo e, na nossa loja, está aumentando cada vez mais a procura, principalmente com a chegada do calor”, afirma  Gleicimara. Para 2017, a empresa projeta elevação de cerca de 5% no faturamento.

Outros segmentos - A marca de Divinópolis é só um exemplo do maior otimismo da indústria mineira. Assim como a Feriado Nacional, outras fábricas no Estado, de segmentos diversos, visualizam para o Natal de 2017 um ambiente de negócios bem melhor do que em 2016.

“O setor (em geral) tem aumentado a confiança e a expectativa de crescimento para os próximos meses, e isso está associado ao aumento da renda das famílias e à queda da inflação. Então, possivelmente, o resultado do Natal deste ano será melhor do que em 2016”, afirma o economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Guerra. Para 2017, a entidade estima uma alta de 2% da produção industrial mineira.

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Suggar - Com quase 40 anos no mercado, a Suggar Eletrodomésticos, que ganhou fama com a produção de depuradores de ar, é outra a prever elevação nas vendas de fim de ano. O presidente do grupo, José Lúcio Costa, pondera que o segundo semestre tradicionalmente é mais frutífero para a economia e, neste ano, não tem sido diferente. Ele conta que, em relação ao ano passado, as encomendas do varejo para a data já subiram, e a expectativa é de que o crescimento seja ainda maior.

Até setembro, a Suggar, com sede em Belo Horizonte, contabilizou alta de 38% nas vendas de produtos voltados às classes C e D e de 24% naqueles destinados às A e B. “O volume de encomendas vai melhorar. As pessoas estão mais confiantes, os juros estão mais baixos e o desemprego está diminuindo”, avalia Costa.

“O Brasil sempre foi de segundo semestre, e o comércio mais ainda, porque outubro, novembro e dezembro são excepcionais”, completa o empresário. Para atender aos pedidos em dia, o grupo contratou 23 trabalhadores temporários e investiu na compra de injetoras.

Brinquedos - O segmento de brinquedos também costuma faturar alto com a data. Neste ano, a expectativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) é por um crescimento nas vendas entre 10% e 11% frente a igual período em 2016.

“Vamos mostrar brinquedos que vão encantar as crianças e fazer o varejo vender mais. Temos que lembrar as famílias da importância de seus filhos brincarem”, destaca o presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa.

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