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Negócios

23/01/2014

Indústria química foca em pesquisas para minimizar impactos

Grupo do Cefet quer ir além da transferência de tecnologia
Daniela Maciel
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Adriana Okuma lidera o grupo Pesquisa Química Verde, formado no fim de 2013/Alisson J. Silva
Apontada como agressora do meio ambiente e pouco responsável quanto ao futuro do planeta, a indústria química, forçada por legislações e pela pressão popular ao redor do mundo, aos poucos desenvolve pesquisas e tecnologia para minimizar os impactos ambientais. Como resultado adicional é possível até melhorar o desempenho e, então, ganhar em produtividade e desbravar novos mercados.

Instituições de ensino e pesquisadores têm grande responsabilidade nesse processo. Dentro dessa perspectiva, a química verde ganha espaço. O conceito, que surgiu em meados dos anos 2000, trata de uma química que minimiza a geração de resíduos e trabalha com reagentes e processos menos agressivos.

No Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), o grupo Pesquisa Química Verde foi formado no fim do ano passado. Já certificado pela Instituição e cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), reúne 11 pesquisadores/professores e 20 alunos do Curso Técnico em Química Industrial e da graduação do curso de Química Tecnológica.

Liderado pela professora do Departamento de Química do Cefet-MG, Adriana Akemi Okuma, o grupo juntou iniciativas que já existiam individualmente e lança esforços para o desenvolvimento de pesquisas que possam ser revertidas em tecnologia a ser transferida para a indústria. "Queremos ir além da transferência de tecnologia. O objetivo é também gerar patentes e até novas empresas que podem começar como juniores ou incubadas. Existe um interesse por parte das indústrias, elas demandam soluções, mas, infelizmente, ainda existe pouca interação entre as empresas e a academia no geral", explica Adriana Okuma.

A química verde é um conceito e um conjunto de ações multidisciplinares da química e de outras áreas de fronteira do conhecimento. Já foi chamada também de química sustentável ou limpa e nasceu da grande preocupação que existe hoje com o impacto ambiental e que a química pode promover. Indústrias e instituições de ensino brasileiras são regidas por uma determinação federal que normatiza o programa de gerenciamento das atividades que geram resíduos e algum impacto ambiental. O objetivo da química verde é suprimir ou minimizar a geração de resíduos e que o gerado seja tratável ou reaproveitável.

O credenciamento do grupo de pesquisa veio fechar o ano que começou com o reconhecimento do curso de graduação de Química Tecnológica como o melhor do Brasil por parte do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira/Ministério da Educação (Inep/MEC). "Recebemos este resultado como mais um estímulo ao trabalho. Graduação e técnico compartilham estrutura, pesquisas e muitos professores e isso enriquece a todos. Os alunos do técnico desde cedo vivem em um ambiente de pesquisa e tem acesso às mais modernas discussões. E esses mesmos alunos chegam a graduação com uma formação mais madura e capazes de um desenvolvimento acelerado", comemora a pesquisadora.


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