Publicidade
23/11/2017
Login
Entrar

Finanças

14/04/2017

Instabilidade externa impulsiona o dólar

Cotação da moeda norte-americana avançou 0,39%, aos R$ 3,1464, na última sessão; bolsa recuou 1,67%
Agência Estado
Email
A-   A+
Ações ordinárias do Banco do Brasil caíram 5,2% na quinta-feira e foram o destaque negativo da bolsa de valores/Alisson J. Silva
São Paulo - O dólar fechou em alta modesta ante o real na quinta-feira, terminando a semana bem próximo da estabilidade. Pela manhã, o mercado ainda digeria a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na véspera alertou contra a valorização do dólar. Entretanto, à tarde os norte-americanos bombardearam o Afeganistão e reacenderam os temores geopolíticos, que já vinham permeando os negócios nos últimos dias.

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,39%, a R$ 3,1464, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1162 (-0,57%) e a máxima de R$ 3,1495 (+0,49%). Na semana, houve queda de 0,02%. O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 859,336 milhões. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,59% por volta das 17h15, a R$ 3,1550. O volume financeiro somava US$ 15,134 bilhões. No exterior, o dólar tinha um desempenho misto ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, subindo 0,65% na comparação com o dólar canadense, mas caindo 0,57% frente ao rublo russo.

Em um dia sem grandes notícias ou indicadores econômicos, o dólar teve um pregão volátil. Apesar da fragilidade na abertura, no período da tarde acabou prevalecendo o movimento de alta, impulsionado pelo ataque surpresa dos EUA contra posições do Estado Islâmico no Afeganistão. Foi usada a chamada “mãe de todas as bombas”, a munição mais forte depois das armas nucleares.

“A bomba dos EUA reativou os temores geopolíticos”, comenta o operador de uma corretora paulista. Para o economista do BCG Liquidez Alfredo Barbutti, a piora dos mercados externos colaborou para a alta do dólar à tarde, com o Dow Jones fechando em queda de 0,67%, na mínima do dia.

Barbutti chama atenção ainda para a indefinição sobre a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em maio. O volume para o próximo mês é de 127.785 contratos, ou US$ 6,389 bilhões. Nos últimos meses, o Banco Central tem rolado parcialmente os vencimentos, renovando algo entre 40% e 60% dos contratos.

No pano de fundo ainda esteve a questão política, em meio à profusão de vídeos dos delatores da Odebrecht, que atingem uma gama enorme de políticos, tanto da base aliada do presidente Michel Temer como da oposição. Temer, que já tinha negado na quarta-feira qualquer irregularidade, voltou à público na quinta-feira para se defender.

Leia também:
Startups financeiras já captam recursos
Fintechs fazem planos para entrar na B3


Bovespa - O Índice Bovespa caiu 1,67% em seu terceiro pregão consecutivo de perdas, geradas pelo nervosismo do investidor diante das incertezas dos cenários interno e externo. A proximidade do feriado de Páscoa aumentou ainda mais a cautela do investidor, que buscou evitar posições de risco. Com isso, o indicador terminou o dia aos 62.826,27 pontos, menor cotação desde 11 de janeiro (62.446,26). A semana, marcada pela revelação da Lista de Fachin, terminou com perdas acumuladas de 2,74%.

Apesar da influência negativa do mercado internacional, profissionais do mercado afirmam que o cenário político doméstico permaneceu como principal fonte de preocupação dos investidores nesta quinta-feira. Evidência desses relatos é a queda expressiva de ações de empresas de controle público, que melhor refletem o risco político no mercado de ações. Banco do Brasil ON despencou 5,20%, Eletrobras PNB perdeu 3,71% e Petrobras ON e PN cederam 4,48% e 3,89%, respectivamente.

Em um dos momentos mais tensos do dia, o mercado deu sinais de estresse com a notícia de que os EUA lançaram uma bomba no leste do Afeganistão. As bolsas americanas reagiram com queda e o Ibovespa acompanhou, puxado pelas ações da Petrobras e dos bancos. O setor financeiro, aliás, foi determinante para o resultado final do Ibovespa. Responsáveis por mais de 25% da composição do índice, os papéis de bancos foram alvo de ordens de venda durante quase todo o pregão, liderados por Banco do Brasil. As quedas também foram relacionadas ao risco político. Itaú Unibanco PN caiu 1,82% e Bradesco PN perdeu 3,05%.

Em meio às quedas quase generalizadas, as ações da Vale tiveram um pregão de tímida recuperação. Depois das perdas expressivas geradas nos últimos dias pelas variações do minério de ferro na China, Vale PNA subiu 0,96%, enquanto Vale ON manteve-se estável

Taxas de juros - A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (515.350 contratos) fechou em 10,745%, de 10,732% no ajuste de quarta. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2018 (413.045 contratos) subiu de 9,640% para 9,650%. (AE)

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

23/11/2017
Estado tem superávit de R$ 2,08 bilhões
Resultado do 2º quadrimestre foi apresentado em comissão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
23/11/2017
IPO da BR Distribuidora deve levantar até R$ 7,5 bi
Rio e São Paulo - A Petrobras poderá levantar até R$ 7,5 bilhões com a abertura do capital de sua subsidiária de distribuição de...
23/11/2017
Bolsa de valores recua após três altas seguidas
São Paulo – Depois de três pregões consecutivos de alta firme, o Índice Bovespa perdeu fôlego ontem e sucumbiu a uma leve correção, comandada...
22/11/2017
Ibovespa tem terceira alta consecutiva
Otimismo com a reforma da Previdência e cenário externo positivo impulsionaram o índice
22/11/2017
CAE aprova PL que muda a relação entre BC e Tesouro
Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem projeto de lei que altera a sistemática de transferência de resultados cambiais do...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.