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Economia

13/06/2018

Instabilidade pode adiar planos da ArcelorMittal

Mara Bianchetti
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Além das perdas de até R$ 3,5 bilhões com a redução do Reintegra e o tabelamento do frete mínimo em todo o Brasil, os investimentos das empresas siderúrgicas também poderão ser revistos. É o que admite o CEO da ArcelorMittal Aços Longos América do Sul, Central e Caribe, Jefferson de Paula, que também é  vice-presidente executivo da ArcelorMittal do Brasil.

A começar pela própria companhia. Segundo o executivo, a insegurança financeira e jurídica imposta pelas constantes mudanças no cenário econômico pode levar a siderúrgica a suspender alguns projetos.

De Paula, juntamente com sua equipe, elabora um investimento de R$ 1,5 bilhão para os próximos anos na duplicação do complexo siderúrgico instalado no município de João Monlevade, na região Central do Estado, que produz aços longos. No entanto, conforme ele, apesar da importância do projeto, a instabilidade brasileira poderá levar à sua interrupção.

“Mesmo no período de crise, a Arcelor continuou investindo em média R$ 1 bilhão anualmente, por acreditar nas oportunidades do País. Entretanto, a combinação desses fatores poderá inviabilizar a execução de novos projetos. Este da duplicação da unidade, por exemplo, já não tenho certeza se irá continuar”, lamentou.A dúvida, segundo ele, se refere às constantes mudanças no cenário econômico e nas regras. “É um grande projeto para ser executado em dois anos e meio. Não temos dúvidas quanto à sua necessidade, mas ao timing de sua execução”, reiterou.

Outro ponto que poderá ser impacto na empresa, segundo o CEO, diz respeito aos preços. Conforme ele, o reajuste de 3% no valor do aço longo no último dia 8 ocorreu em razão dos aumentos de custos das fornecedoras de insumos. Mas isso não descarta novas elevações nos próximos meses, em função das medidas que vão onerar ainda mais a siderúrgica. “Já está sendo avaliado um novo reajuste, por causa do aumento do frete”, adiantou.

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