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Economia

19/09/2017

Instabilidade regulatória afeta a demanda por crédito

AE/Reuters
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São Paulo - A instabilidade dos marcos regulatórios para investimento de longo prazo é o que mais dificulta a demanda por crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse ontem o diretor de planejamento e pesquisa da instituição, Carlos da Costa.

“Temos grandes espaços para o Brasil voltar a crescer... Mas investimento de longo prazo requer marco regulatório claro e estabilidade política”, afirmou Costa durante evento da associação de fabricantes de máquinas e equipamentos (Abimaq) em São Paulo.

Entre as questões que demandam atenção, ele citou burocracia para abertura de empresa no País. Em 2014, o Brasil ocupava a 123ª posição em amostra de 128 países, com base no Global Innovation Index, destacou o diretor do banco.

Os desembolsos do BNDES no ano até julho acumularam queda de 17% sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 40,2 bilhões. As etapas anteriores às do desembolso efetivo também mostraram queda. As consultas tiveram recuo de 12%, enquanto os enquadramentos recuaram 14%, e as aprovações foram 18% menores.

Costa acrescentou que o banco também está atento a pequenas e médias empresas com potencial de se tornarem “as unicórnios do futuro”, em referência a empresas de tecnologia com potencial para se tornarem empresas altamente valorizadas pelo mercado.

“Hoje o Brasil tem três startups unicórnios e o BNDES apoiou todas elas”, disse o diretor, citando as produtoras de software Linx e Totvs e a produtora de soluções para automação de varejo Bematech, adquirida pela Totvs. “Temos que deixar de ser o país da jabuticaba para ser o país dos unicórnios”, afirmou Costa.

Em agosto, o banco anunciou ampliou em R$ 20 bilhões os recursos do BNDES para financiamento de capital de giro de micro, pequenas e médias empresas, numa tentativa de fomentar a base da economia e a geração de empregos.

Devolução - Costa afirmou a jornalistas que os R$ 180 bilhões que o governo quer que a instituição devolva ao Tesouro são um valor “salgado”. “Se comprometer o investimento, vamos ter que encontrar uma saída alternativa. Se os R$ 180 bilhões colocarem em risco a missão do BNDES eles não serão R$ 180 bilhões.”

O presidente da instituição, Paulo Rabello de Castro, também havia criticado essa exigência do governo, ressaltando que é inviável e que é preciso que o BNDES fique com um caixa.
O governo solicitou o pagamento de R$ 180 bilhões de uma dívida de R$ 450 bilhões do BNDES. Segundo Costa, o banco avalia neste momento qual valor seria viável devolver. Ele, porém, evitou falar em números para os jornalistas.

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