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Economia

21/09/2017

Integração deve gerar US$ 600 milhões ao ano à Vale

Centro de Operações fica na RMBH
Leonardo Francia
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Entre as atribuições do COI Global estão a definição do mix de produtos para atender aos clientes e os planos de estoque/Vale/Divulgação
Minas Gerais foi escolhido para sediar o Centro de Operações Integradas (COI) da Vale, que já foi instalado na Mina de Águas Claras, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os investimentos somam R$ 9,3 milhões até o momento. O COI vai permitir uma maior assertividade entre o planejamento e a execução das operações, viabilizando um ganho anual de US$ 600 milhões ao final da implantação de todas as etapas, entre realização de preços, aumento de produtividade dos ativos e redução de custos.

O diretor da Cadeia de Ferrosos da Vale, Vagner Loyola, revelou que, de 2014 a 2016, a mineradora fez um importante trabalho de redução de dispêndios, o que permitiu que o custo de produção e transporte do minério até a China caísse de US$ 62 para US$ 32 por tonelada no período. Mesmo assim, segundo ele, a companhia “percebeu” que podia melhorar ainda mais sua competitividade.

“Percebemos que, para continuar melhorando nossa competitividade, era importante trabalhar a maior integração da cadeia, desde a produção até a venda, e tornar o processo de análise das alternativas e da situação do mercado no momento mais ágil, reconfigurando nosso sistema produtivo para extrair o máximo de valor possível”, justificou o diretor, ontem, durante coletiva com a imprensa na Exposição Internacional de Mineração (Exposibram), em Belo Horizonte.

Na prática, a Vale alocou todas as equipes envolvidas no processo de planejamento e controle da cadeia do minério de ferro juntas em um mesmo local. “Essas equipes trabalham de forma integrada, avaliando todas as alternativas de produção na mina e a margem de cada produto em cada momento de mercado para definir o plano de produção e vendas com base na melhor margem”, acrescentou Loyola.

Com a estrutura, que foi batizada de COI Global, a Vale terá uma visão mais integrada da cadeia, desde a mina, passando pelas ferrovias, portos e transporte marítimo até o destino final do minério, tornando o processo decisório mais eficaz e focado em otimizar o desempenho dos processos e ativos, além dos resultados do negócio.

Entre as atribuições do COI Global estão a definição do mix de produtos para atender aos clientes, os planos de estoque e de blendagem nos portos da mineradora na Ásia (Malásia e China) e a otimização da alocação de navios. A estrutura representa apenas a primeira etapa de um programa maior.

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Etapas - Ainda neste ano, a Vale deve iniciar a segunda fase do projeto, com a definição e planejamento dos COIs dos Corredores, que representam sua extensão para os corredores Norte, Sul e Sudeste da Vale. Estes centros atuarão na definição da programação diária e semanal da mina ao porto; na coordenação das equipes de programação e salas de controle. A ideia é promover ações de melhoria nos desvios de planejamento em tempo real.

A Vale criará ainda um Centro de Excelência (CE) com foco na performance dos ativos e processos mais críticos. O CE concentrará especialistas para gerar conhecimento para ser compartilhado ao longo da cadeia de valor, estabelecendo metas de produtividade e prioridades nas melhorias a serem implantadas.

Ganhos – De acordo com o diretor da Vale, a estimativa é de que a implantação de todo o programa seja concluída até o final de 2019, com início das operações previsto para 2020. A partir daí a companhia deve alcançar o ganho anual de US$ 600 milhões. Só neste ano, com a entrada do COI Global em operação, os ganhos devem alcançar US$ 300 milhões.

“Compõem este ganho o aumento da produtividade e redução de custos em toda a cadeia (navegação, tempo do navio esperando nos portos, fretamento, por exemplo), a melhoria na realização de preços, com a decisão acertada de qual mix de produtos colocar no mercado em cada momento, o que é uma parte muito importante deste ganho”, detalhou o diretor.

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