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24/11/2017

Itajubá é primeiro lugar em ranking

Município está entre as 20 cidades com maior efetividade em geração de startups
Thaíne Belissa
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Itajubá é sede de empresas com elevado nível tecnológico/Divulgação
Um levantamento parcial sobre o ambiente de startups no Brasil, realizado pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), revela que Itajubá, localizada no Sul de Minas Gerais, ocupa o primeiro lugar no ranking das 20 cidades com maior eficiência em geração de startups no País. A informação foi divulgada por Felipe Matos, diretor executivo do grupo Dínamo, que luta por melhorias em políticas públicas para startups. Ele foi mediador de um dos debates realizados pela ABStartups na Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (Case), no último mês, quando teve acesso aos dados, que ainda não foram divulgados oficialmente.

Embora não tenha publicado os números completos sobre o levantamento, a ABStartups confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as informações divulgadas são verdadeiras. Entretanto, a associação destacou que os números são referentes aos meses de julho a setembro e, portanto, são resultados parciais de um levantamento que só será concluído e divulgado no ano que vem. Sendo assim, os números podem ser alterados. As informações foram divulgadas na coluna de Felipe Mattos no jornal Estadão, de São Paulo.

Com cerca de 100 mil habitantes e forte vocação na pesquisa científica, Itajubá liderou o ranking “Top 20 cidades em eficiência na geração de startups no Brasil”. A cidade superou - e muito - outros municípios mineiros. Nesse ranking Uberaba, no Triângulo Mineiro, aparece em sexto lugar e Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 13º lugar. A capital mineira, assim como outras capitais importantes, sequer são listadas.

Já no ranking “Top 20 cidades em densidade de startups no Brasil (número de startups por habitantes)”, Itajubá aparece em 7º lugar, à frente de Belo Horizonte, que ficou em 10º lugar. Também aparecem no ranking Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 4º lugar, e Uberaba, em 17º lugar. Florianópolis é a cidade que lidera esse ranking.

O secretário de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio de Itajubá, Fernando Bissacot, comemora o resultado e destaca que ele é fruto de um ecossistema forte composto por diferentes instituições e atores. Para o secretário, essa vocação para o empreendedorismo e a inovação está na história da cidade. “Itajubá tem quase 200 anos e uma universidade federal que nasceu inovadora. Foi nessa universidade que foi criada, em 1913, a primeira escola de engenharia elétrica do Brasil”, destaca.

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E, desde então, novas instituições de educação, assim como empresas tecnológicas foram compondo o cenário de inovação da cidade. Itajubá abriga organizações de reconhecimento mundial, como a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e a General Electric (GE), além de um Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação e Comunicação, que conta com empresas que trabalham desde os insumos desse segmento até produtos de tecnologia de ponta.

O secretário lembrou que um dos pilares para a eficiência em geração de startups de alta performance é a conexão dessas empresas com institutos de inovação. Nesse quesito, o secretário garante que Itajubá vai muito bem.

“Já temos o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que é um dos mais avançados no hemisfério sul. Além disso, já finalizamos a primeira fase do Parque Científico Tecnológico de Itajubá, que fica dentro da Universidade Federal de Itajubá. Além disso, vamos receber, até 2020, o laboratório de alta tensão do Instituto Senai de Inovação, que vai receber um total de R$ 400 milhões de investimento e será o único da América Latina”, detalha.

Um ambiente tão rico em oportunidades como esse só poderia ganhar o primeiro lugar em eficiência de geração de startups, na opinião do secretário. Ele afirma que a cidade ainda não tem um levantamento sobre o número de startups geradas por ano, mas dados da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá (Incit) mostram o potencial do município: em 15 anos, a incubadora tem um saldo de 60 empresas - entre incubadas e graduadas - que geraram 300 postos de trabalho e lançaram mais de 134 produtos. Ao todo, essas empresas registraram 46 marcas, depositaram 20 patentes e dois registros de software. Em 2016, elas faturaram, juntas, R$ 25 milhões.

Bissacot lembra que os projetos de apoio a startups têm maturação longa e a perenidade de empresas de sucesso é garantida por uma boa formação, seja por meio de incubação, aceleração ou outro tipo de apoio. O secretário destaca que a Incit já vem realizando esse trabalho com maestria mas, para garantir maior apoio às essas empresas, foi criada, este ano, a Associação Itajubense de Empreendedorismo e Inovação (Inovae). Ela é formada por um conjunto de instituições que representam as iniciativas pública e privada, assim como a academia. Sua missão é assumir a governança de iniciativas de ciência, tecnologia e inovação no município.

O secretário garante que o objetivo é, não apenas manter a cidade na liderança de ambientes eficientes na geração de startups, mas também levar Itajubá para posições ainda mais destacadas em outros rankings. “Esse movimento trará uma nova vertente para o desenvolvimento da cidade. Vamos mudar o patamar de cidade que se sustenta com o piso de fábrica para ser referência em pesquisa e desenvolvimento”, frisa.

Minas Geras é o 3º em número de startups

Minas Gerais ocupa posições privilegiadas nos rankings sobre geração de startups no Brasil, segundo os dados divulgados por Felipe Matos. No “Top 10 estados em números de startups do Brasil”, Minas Gerais ocupa o terceiro lugar, perdendo para São Paulo, que está na primeira posição, e para Santa Catarina, que está em segundo lugar. O mesmo terceiro lugar é ocupado por Minas Gerais no ranking que lista os 10 estados em densidade de startups, ou seja, que considera o número de startups em relação à população do estado. Nessa lista, o primeiro lugar é de Santa Catarina e o segundo do Distrito Federal. São Paulo cai para a quarta colocação.

Já no ranking “Top 10 estados em eficiência na geração de startups no Brasil”, Minas Gerais aparece na segunda posição, perdendo apenas para Santa Catarina. O ranking traz ainda mais surpresas com Ceará em terceiro lugar, Paraná em quarto e, só em quinto lugar, São Paulo.
Minas Gerais vem se destacando no cenário de fomento a startups no Brasil com uma série de programas referências no País. É o caso do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), programa do governo do Estado de aceleração de startups com investimento a fundo perdido e do Fiemg Lab Novos Negócios, programa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, que foca a conexão entre startups e indústria.


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