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Economia

14/02/2017

Jacutinga projeta crescimento de 50% nas vendas neste ano

Polo aposta nos baixos estoques dos compradores
Ana Amélia Hamdan
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O inverno rigoroso de 2016, com 60 dias de frio ininterruptos em algumas regiões do País, elevou a temperatura nas malharias de Jacutinga, no Sul de Minas, que se surpreenderam com o aumento nos negócios. A cidade, que faz parte do polo de tricô e malhas da região, calcula um incremento de 50% nas vendas do produto este ano em relação ao ano passado, segundo informou Dennys Bandeira, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga (Acija). A estimativa, segundo ele, foi feita com base nas vendas da matéria-prima.

Bandeira informou que, como o clima ajudou em 2016, os estoques de prontas-entregas e lojas da cidade praticamente zeraram. Com isso, a demanda aumentou em aproximadamente 40%. “Além disso, segundo boletins que recebemos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), as temperaturas continuarão mais amenas. Isso deve impulsionar as vendas em mais 10%, o que resulta na nossa projeção de 50%”, explica.

“O frio do ano passado nos pegou de surpresa, já que vínhamos de alguns anos com altas temperaturas. Houve falta de alguns produtos e até mesmo ágio de alguns deles, como tricôs e alguns em nylon”, completou.

Mesmo com o quadro de recessão econômica, as empresas de Jacutinga faturaram cerca de R$ 200 milhões em 2016, produzindo 28 milhões de peças. Esse valor, de acordo com Bandeira, foi cerca de 20% maior que o de 2015.

Ainda segundo o presidente da Acija, com a crise, cerca de 100 malharias fecharam em Jacutinga nos últimos dois anos. Entretanto, o impacto não foi tão sentido porque outras empresas que puderam investir em gestão e moda acabaram absolvendo a mão de obra e até mesmo maquinário.

O principal mercado consumidor do tricô fabricado em Jacutinga é São Paulo, responsável por cerca de 50% das compras. Os produtos são enviados principalmente para grandes magazines. Em seguida, vêm os estados do Sul do País – Rio Grande do Sul, Paraná e Curitiba. Cerca de 25% é comercializada em Jacutinga mesmo, principalmente com a realização de feiras, sendo, nesse caso, consumidores de Belo Horizonte bastante importantes. A exportação é considerada modesta, respondendo por 1% de toda a produção.  

Em Jacutinga há 1.100 malharias e 650 lojas de fábrica que geram cerca de 8.000 empregos diretos e indiretos. A cidade de 24 mil habitantes importa mão de obra de cidades próximas. A maioria das indústrias é de pequeno ou médio porte, com cerca de dez funcionários.

Aposta - A empresária Janaína Soleio Corradi está à frente da malharia e loja Attualita Maglieria, que fica em Jacutinga. Ela é uma das que espera aumento nas vendas. “Em 20 de março apresento a nova coleção”, disse. Janaína conta que as vendas do ano passado foram tão boas que ela nem mesmo fez a tradicional liquidação de inverno. “Sobraram poucas peças, que deixamos para vender este ano mesmo”, disse. As apostas da Attualita são o tweed clássico, na cor prata, e os casacos abaixo do joelho.

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