30/05/2018 - Jaguar reduz custos operacionais em 15%

A canadense Jaguar Mining, importante produtora de ouro com atividades no Estado, investiu em um novo sistema de armazenamento de dados, chamado cloud computing, que já permitiu uma redução de 15% nos custos operacionais da empresa. Apesar de o aporte não ter sido revelado, a mineradora espera chegar a 20% de diminuição dos custos em cerca de dois anos. Basicamente, a Jaguar deixou de ter 63 servidores, dos quais 25 eram físicos, eliminando a maior parte dos custos inerentes à manutenção de toda a estrutura, que foi substituída por um sistema de armazenamento de dados na “nuvem”. Hoje, a empresa tem apenas três servidores físicos. “É uma grande vantagem não ter que se preocupar com estrutura física e sistemas complexos. Hoje, não temos mais uma estrutura de hardware complexo para manter e não precisamos de especialistas para administrar toda a estrutura física de antes e nem de um bem físico, ou mesmo ter que gastar com aparelhos de ar-condicionado. Na nuvem, o serviço já está por trás do negócio”, afirmou o líder do projeto técnico pela Jaguar, Thiago Souza. O objetivo do projeto, desenvolvido em parceria com a SGA Tecnologia Inteligente e que começou a ser implantado em agosto do ano passado, era buscar flexibilização dos custos, deixar a área de Tecnologia da Informação (TI) mais leve e flexível para se adequar às necessidades do negócio. Hoje, o datacenter da Jaguar tem mais disponibilidade, maior capacidade e flexibilidade de investimento, que permite crescer e reduzir custos. Conforme informações da mineradora, a previsão era de, já no primeiro ano com o novo sistema, alcançar uma redução nos custos operacionais de 10% e, entre dois e cinco anos, o índice chegaria a 15%, mas a empresa já alcançou esse percentual e projeta chegar a 20% de diminuição dos custos em cerca de dois anos. Essa redução foi viabilizada porque não só diz respeito aos ativos de TI, mas também houve economia de gastos com equipe, espaço físico e aluguel, entre outros fatores. As operações da empresa estão concentradas na região do Quadrilátero Ferrífero, no Estado. A mineradora opera a mina de Turmalina, que fi ca no complexo de Conceição do Pará, na região Centro- -Oeste. Além disso, o ativo inclui planta metalúrgica e escritórios. Já os ativos de Pilar e Roça Grande fazem parte do projeto Caeté, localizado no município de mesmo nome, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Produção - No primeiro trimestre deste ano, a Jaguar produziu 18,8 mil onças de ouro a partir de seus ativos em Minas Gerais. O volume representou uma queda de 15,4% em relação à produção dos mesmos meses de 2017 (22,2 mil onças). O recuo é consequência de mudanças do material processado na mina de Turmalina, que fica no complexo minerador de Conceição do Pará. Em termos de vendas, a Jaguar vendeu 19,2 mil onças de ouro extraído (entre produção e estoques) em suas operações dentro do Estado no primeiro trimestre deste ano contra 24 mil onças nos mesmos meses do exercício passado, uma redução de 19,6%. Para este ano, a Jaguar prevê alcançar uma produção de 90 mil onças de ouro a 105 mil onças do metal nos seus ativos em Minas Gerais. A produção de Turmalina deve representar pouco mais da metade do volume previsto, a de Pilar aproximadamente 40%. Caso a projeção seja confi rmada, o crescimento sobre 2017 será de pelo menos 7%.