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Economia

17/10/2017

Lavrastec atrai grandes empresas

Entre nacionais e multinacionais, 12 investidores já manifestaram interesse
Gabriela Pedroso
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O equipamento é composto por dois blocos para hospedar empresas e centros de pesquisa, laboratórios e área de convivência com restaurante/Divulgação
Com um investimento em torno de R$ 37 milhões, o Parque Científico e Tecnológico de Lavras (Lavrastec), no Sul de Minas, deve começar a operar em fevereiro do ano que vem. Em fase final de construção, o empreendimento, liderado pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), funcionará como um condomínio de empresas, que vai aproximar investidores da academia. O seu principal objetivo, segundo os idealizadores, é bem definido: ser, ao lado da Ufla, o maior motor de desenvolvimento de toda a região.

“Vamos contribuir de fato para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) regional. Isso é cristalino para a gente pelas respostas que já tivemos. Queremos ainda, enquanto universidade, nos mostrar mais para a sociedade, que muitas vezes faz uso de conhecimentos, tecnologias, mas não sabe que eles foram desenvolvidos dentro das universidades”, destaca o reitor da Ufla, professor José Roberto Soares Scolforo.

Pensado para abrigar desde centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas âncoras - nacionais e multinacionais -, a startups e incubadoras, o Lavrastec já tem atraído os olhares de grandes investidores. Segundo Scolforo, há pelo menos 12 empresas de grande porte, brasileiras e do exterior, em negociações avançadas para integrar o parque tecnológico.

Uma delas, da Austrália, já teria tido inclusive aprovação do conselho diretor para fazer parte do projeto. Por questões de acordo de confidencialidade, o reitor não revelou nomes.

No processo de captação de empresas renomadas, a Ufla espera contar também com o apoio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Apesar de não formalizada, já existem conversas entre as instituições para estabelecer uma parceria.

Um dos pontos fortes do Lavrastec diz respeito à logística. Localizado dentro da Ufla, o empreendimento está praticamente ao lado do Aeroporto de Lavras. Outro diferencial do parque é o tamanho do terreno onde está situado. Com uma área construída de 12 mil metros quadrados (m²), o local possui ainda outros 68 mil m² livres, que poderão ser utilizados no futuro, em uma eventual expansão. Atualmente, o equipamento é composto por dois blocos para hospedar empresas e centros de pesquisa, laboratórios e área de convivência com restaurante.

Seleção - As empresas interessadas em fazer parte do parque tecnológico terão que passar por uma seleção, via edital, a exceção daquelas convidadas pela Ufla. O principal requisito para tentar uma vaga no condomínio é estar inserida em uma das seis áreas de atuação estabelecidas pela universidade. São elas: agricultura, gestão e tecnologia ambiental, biotecnologia vegetal, biotecnologia animal, tecnologia da informação e engenharia de novos produtos.

“A empresa vai poder usar os laboratórios da universidade e estabelecer uma relação mais próxima com a academia, porque vai estar dentro do ambiente da instituição. Além disso, fazendo parte de um parque que carrega a marca de uma universidade, as empresas acabam sendo melhor aceitas no mercado, porque para entrar ali passam por um processo seletivo”, explica Scolforo. A expectativa é de que o edital seja lançado em fevereiro, após a conclusão das obras do Parque.

Gestão - A gestão do Lavrastec ficará sob responsabilidade da Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc), da Ufla, e os trabalhos desenvolvidos dentro do parque serão acompanhados de perto por um conselho de notáveis. A intenção da universidade é que o projeto incentive a produção de tecnologia e inovação na região, além de fomentar o empreendedorismo local.

Dos R$ 37 milhões estimados para a execução do empreendimento, R$ 33 milhões são de recursos federais e R$ 4 milhões provenientes da instituição de ensino.

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