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14/12/2017

Leite | Melhoria de gestão é alternativa frente à desvalorização

Em outubro, preço médio do litro caiu 27,4% ante 2016
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Premiado internacionalmente, queijo mineiro poderá ter nova legislação para abrir mercados/Picasa/Divulgação
Maior produtor de leite do País, Minas Gerais deve encerrar o ano com uma captação estimada em 9,4 bilhões de litros, volume que se mantém estável frente à produção de 2016. Com um Valor Bruto de Produção (VBP) próximo a R$ 10,4 bilhões, faturamento que está 6,2% superior a 2016, o setor enfrentou gargalos em 2017. O ano foi marcado pela estagnação do consumo no mercado interno, interrompendo uma trajetória de crescimento que vinha desde 2000 e acumulava uma expansão de 40%.

No País, a previsão é de crescimento de 4,5% na produção de leite, que deve encerrar o ano próxima a 35,2 bilhões de litros, sendo Minas Gerais responsável por 27% do volume. Com uma produção alta e o consumo retraído, o preço do leite, em 2017, ficou abaixo do valor necessário para garantir lucro aos pecuaristas. Em outubro de 2017, o preço médio do leite pago ao produtor mineiro foi de R$ 1,038 por litro, valor 27,4% inferior ao praticado em outubro do ano anterior.

A estagnação do consumo interno e a manutenção, no mercado internacional, do preço do leite em pó em cerca de US$ 2.778  por tonelada, o que favoreceu a importação de lácteos, são fatores que explicam a queda do preço pago ao produtor.

De janeiro a novembro, o País importou 159,7 milhões de toneladas de lácteos, sendo 39% vindos da Argentina e 52,2% do Uruguai. A queda das exportações também aumentou a oferta no mercado interno. De janeiro a novembro, os embarques mineiros recuaram 40,5% em receita (US$ 33,1 milhões), e caíram 32,7% em volume (12.476 toneladas).

As seguidas desvalorizações e o aumento nos custos de produção reduziram as margens da atividade, provocando queda nos investimentos em alimentação do rebanho e outros itens do processo produtivo e, consequentemente, impactando na produção de leite.
 
Balde Cheio - Em um ano de altos custos de produção e desvalorização do produto final, a procura pelo programa Balde Cheio foi grande. Há 10 anos sendo executado no Estado pela Faemg, o projeto capacita técnicos que orientam os produtores sobre a importância de uma boa gestão da propriedade e na tomada de decisões, solucionando gargalos e otimizando oportunidades. O programa fecha 2017 com mais de 2,5 mil produtores atendidos em 330 municípios, por 220 técnicos capacitados. Dentre os resultados estão a redução dos custos e aumento da produtividade por área. A média de produção dos participantes é de 4.485 litros de leite por hectare ao ano, índice 2,5 vezes maior que a média estadual.

2018 - Para o próximo ano é esperada a criação de um Fundo Sanitário Animal de Minas Gerais, que auxiliará projetos para o controle e erradicação de doenças como a brucelose e a tuberculose. O fundo possibilitará indenização, inclusive em casos de febre aftosa, o que é fundamental para a retirada da vacinação contra essa doença. Permitirá também a abertura de outros mercados, fomentando as exportações.

 Também está nos planos a criação do Conselho do Leite (Conseleite), o que pode viabilizar o diálogo com a indústria para o estabelecimento de um preço-base para o leite. O setor se prepara ainda para se adequar aos novos parâmetros de qualidade do leite estabelecidos pela Instrução Normativa - IN 62. A IN entra em vigor em julho de 2018 e reduzirá a contagem bacteriana total e de células somáticas. Se adequar aos parâmetros e às exigências da nova legislação é importante para reverter o déficit da balança comercial.

Se em 2018 o mercado internacional se mantiver como nos patamares atuais, o ano deve começar com retração na demanda por importações. Ainda assim, a rentabilidade do produtor nos primeiros meses deve se manter bastante enxuta. Isso porque são esperados preços mais elevados para os componentes da ração, como milho e a soja.

Brasil

• Produção total estimada: 35,2 bilhões de litros
• Crescimento de 4,5% em relação a 2016

Minas Gerais

• Produção estimada em 9,4 bilhões de litros.
• Estabilidade em relação a 2016.
• VBP estimado em R$ 10,4 bilhões
(faturamento 6,2% maior que 2016)


ESPECIAL FAEMG

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