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Negócios

13/01/2018

Leitura prevê investimento superior a R$ 5 milhões

Rede deve crescer 8% no ano
Mírian Pinheiro
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Com 67 lojas em 19 estados, a rede Leitura vendeu 5,6 milhões de livros em 2017/Alisson J. Silva
A rede Leitura, que comemora 51 anos de mercado em junho deste ano, prevê crescimento de 5% no faturamento anual no critério ‘mesmas lojas’. O percentual estimado leva em conta somente a receita das lojas já existentes, revelando um patamar de aumento superior aos 2,5% apurados no ano passado considerando as ‘mesmas lojas’. “Com as novas unidades que serão abertas, a estimativa é de crescermos cerca de 8% em 2018”, revela o sócio-diretor da rede de lojas Leitura, Marcus Teles. Segundo ele, somente na primeira semana de janeiro, as lojas chegaram a registrar crescimento no volume de vendas de 10% frente ao mesmo período do ano anterior - desempenho alavancado pelo aumento da procura por material escolar.

Em 2017, a comercialização cerca de 5,6 milhões de livros respondeu por 53% das vendas da rede, que possui 67 lojas operando em 19 estados brasileiros - dessas, 20 se concentram em Minas Gerais (15 na Grande BH e cinco no interior). A empresa é, hoje, a terceira maior rede de livrarias e papelarias do Brasil.

Na capital mineira, a Leitura possui 12 unidades, situadas em diferentes empreendimentos e pontos estratégicos. Já na região metropolitana, são três lojas – duas em Contagem e uma em Betim. “A nossa mais recente aposta é a abertura de mais três lojas D+ Casa & Presentes, que passará de duas para cinco unidades”, anuncia o sócio-diretor. Segundo ele, cada abertura de loja requer um investimento entre R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões, conforme o tamanho da operação.

A previsão é de que a rede, neste ano, volte a apresentar crescimento real acima da inflação. “Os três anos anteriores foram muito difíceis, praticamente mantivemos a receita no mesmo patamar, porque o número de lojas acabou se mantendo estável.

Abrimos lojas, mas fechamos também”, avalia Teles, esclarecendo que a estratégia do negócio prevê o fechamento de lojas deficitárias, abrindo outras com melhor chance de resultado. “Este ano, duas terão as operações encerradas”, diz, sem revelar quais.

Em contrapartida, a previsão é de que a empresa inaugure mais quatro livrarias. “Estamos estudando potenciais localidades em São Paulo (duas) e outra no Rio de Janeiro. No entanto, o que temos é a confirmação da instalação de uma nova unidade no mix do Anchieta Garden Shopping, em Belo Horizonte, em abril”, diz Teles.


Gestão - Segundo o Gerente de Marketing da Livraria Leitura, Eduardo Batista, a rede está sempre analisando oportunidades para se adaptar às mudanças. “Aqui, buscamos reinventar sempre, mas evitando dívidas e procurando abrir novas lojas em mercados carentes de opções em livrarias e produtos culturais”, informa. Somente em 2017, a Leitura inaugurou três grandes livrarias no País (Shopping Light, em São Paulo; Maceió Shopping, em Alagoas; e loja no Partage Campina Grande, na Paraíba).

A primeira loja fora de Minas Gerais foi inaugurada no ano de 2000, no Shopping Pier 21, em Brasília, no Distrito Federal. A partir daí, iniciou-se uma forte expansão para algumas cidades das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. “Hoje, as nossas lojas são centros de cultura e entretenimento. As megastores oferecem uma enorme variedade de produtos, chegando a 100 mil itens entre livros, revistas, filmes, músicas, games, informática, papelaria, jogos e presentes. Além de tudo isso, contamos com espaços de entretenimento como cafés, ambientes para leitura, sessões de autógrafos e eventos culturais, se tornando ponto de encontro para um público altamente qualificado”, ressalta o gerente de Marketing.

Para ele, o sucesso de 51 anos é também fruto de uma equipe competente. A rede emprega 1,7 mil funcionários diretos e cerca de 300 temporários em período de maior movimento. Só a D+ hoje concentra 56 funcionários, com projeção de terminar 2018 com o dobro das vagas.

A mais recente aposta da rede é a abertura de mais três lojas da D+ Casa & Presentes, que pessará de duas para cinco unidades

A Leitura foi uma das primeiras do Brasil no conceito megastore, que consiste em lojas acima de 1.000 metros quadrados e grande variedade de produtos de cultura e entretenimento. Líder de mercado no ramo de livrarias em Minas Gerais, Centro-Oeste, Paraíba, Alagoas e Maranhão, adotou uma audaciosa política de expansão que a colocou entre as maiores redes do Brasil.

Em 2014, ganhou o prêmio Top of Mind de Minas Gerais, realizado pela revista Mercado Comum, na categoria “livraria e papelaria” com 80,7% de lembrança do público. A participação da empresa na premiação é frequente desde 2001, ano em que foi criada a categoria destinada às livrarias e papelarias, e desde então manteve o primeiro lugar em todas as edições.

PRIMEIRAS OPERAÇÕES TIVERAM ORIGEM COMO SEBO

Em junho de 1967, os primos Emídio Teles e Lúcio Teles começaram a comprar livros usados nos sebos. Assim, tiveram a desafiadora ideia, sob o governo da ditadura militar e das contestações estudantis e sindicais, de abrir uma loja de livros usados no terceiro piso da Galeria Ouvidor, loja 37 A. Como não tinham capital, ‘pegaram’ os livros usados e os doados pelos amigos e parentes, e abriram o sebo com o nome de Livraria LÊ, com as iniciais de Lúcio e Emídio.

A galeria, na época, era o centro comercial do momento: um empreendimento novo em um complexo de seis andares, com entrada e saída pelas ruas São Paulo e Curitiba (região central), onde foi instalada a primeira escada rolante de Belo Horizonte. O equipamento atraía pessoas de todo o Estado, que vinha à Capital para conhecê-la e “dar uma voltinha”.

Em 1980, foi aberta a primeira filial e a Leitura começa a comercializar, além de livros, produtos de papelaria. Em 1998, foi inaugurada a primeira Leitura Megastore no BH Shopping (região Centro-Sul), então a maior de Minas Gerais, e que foi um marco na história da rede e do mercado cultural mineiro. Na ocasião, iniciava-se o conceito de loja estilo shopping cultural, agregando venda de CDs, Dvd´s, games e presentes.

Primeira loja da rede foi inaugurada na Galeria do Ouvidor, sob o governo da ditadura militar e das contestações estudantis

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