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21/09/2017

Lideranças precisam ser mais efetivas

Ao educar, é necessário desenvolver agentes da transformação global, envolvendo todas as esferas
Thaíne Belissa
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Uma rede composta por 740 empresas já atua em prol dos ODS no Brasil/Jorge Quintão/Multiverse/Divulgação
No ponto de ônibus, no táxi, no aeroporto e até no salão de beleza. Basta estar em um ambiente coletivo para, em poucos minutos, ser inserido em conversas sobre corrupção, pobreza, poluição, entre outros temas que parecem ser comuns a diferentes pessoas. O acontecimento é corriqueiro, mas pode ser enxergado como parte de um contexto mais amplo de inconformismo com um mundo desigual, que dá base a um movimento global pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O debate sobre os ODS e sua incorporação em uma sociedade cada vez mais ativa e consciente permeou as discussões na 4ª Conferência em Pesquisa para a Educação Executiva Responsável (4th RME Research Conference), ocorrida nos dias 13 e 14 de setembro, em Curitiba.

Realizada pela primeira vez no Brasil, a conferência foi organizada pelo Princípios para Educação Executiva Responsável (PRME), plataforma global da Organização das Nações Unidas (ONU) que engloba escolas de negócios e instituições de ensino superior em prol de um mercado global mais estável e inclusivo. O evento teve o apoio do DIÁRIO DO COMÉRCIO, que, em parceria com o Instituto Orior e a Multiverse, é representante da articulação global pelos ODS por meio do Movimento Minas 2032. Estabelecidos em 2015, os ODS norteiam políticas públicas e atividades de cooperação entre as nações. Eles impulsionam o desenvolvimento socioeconômico, tecnológico, político, cultural e ambiental, estabelecendo metas que envolvem temáticas diversificadas.

Um dos organizadores da conferência, Cláudio Boechat, explica que o encontro global acontece anualmente com o objetivo de reunir os pesquisadores a respeito do tema “Educação Executiva Responsável”. Este ano, as discussões foram voltadas para os ODS e a sua aplicação nas empresas, nas universidades e nas diferentes instâncias da sociedade. “A ideia é entender o que está sendo feito no Brasil e na América Latina a respeito dos ODS e identificar novas perguntas que devem ser absorvidas pelos pesquisadores. Toda essa discussão será transformada em conhecimento e levada à educação dos executivos do setor empresarial, do terceiro setor e do governo”, explicou.

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Relevância - Presente nos dois dias do evento, o diretor do Instituto Orior, Raimundo Soares, destacou a importância da união de representantes de tantos setores e países para a discussão dos ODS. “O que estamos discutindo aqui é: como fazer educação para desenvolvermos agentes da transformação global, envolvendo empresas, sociedade civil, governo e academia? Como estabelecermos conteúdos para termos uma liderança mais efetiva para desenvolver essa sociedade que queremos?”, disse.

Soares lembrou que esses objetivos que tocam em questões ambientais, sociais e econômicas não são da ONU ou dos pesquisadores, mas de toda a sociedade. Nesse sentido, ele afirma que Minas Gerais dá a sua contribuição nesse sentido, por meio do Movimento Minas 2032, que será lançado no fim do ano.

“O Movimento Minas 2032 é a articulação de Minas Gerais em relação aos ODS. A primeira ação desse movimento é um observatório, que vai entender onde estamos e para onde queremos ir. A segunda dimensão é a de conteúdo: vamos fazer uma universidade aberta e ninguém vai deixar de fazer por falta de conteúdo. A terceira dimensão é a articulação: ninguém faz nada sozinho, então estamos criando um grande espaço de articulação”, explica.



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