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Economia

17/05/2018

Limite é extrapolado por 41,9%

Pesquisa da CDL/BH revela falta de planejamento e descontrole financeiro de consumidor
Ana Carolina Dias
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Muitos consumidores fizeram do crédito uma extensão da renda, segundo avaliação de economista da CDL/BH/Alisson J. Silva
Falta de planejamento e descontrole financeiro levam os belo-horizontinos a ultrapassar o limite do cartão de crédito com frequência. É o que mostrou pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), segundo a qual 41,9% dos consumidores da Capital sempre ou quase sempre extrapolam o valor máximo de compras do cartão de crédito antes do fim do mês. Entre os entrevistados, 32,5% afirmam que raramente ou nunca gastam acima do limite do cartão de crédito e 18,8% responderam que nunca ultrapassam esse limite mensalmente.

A falta de emprego, o aumento do custo de vida devido à inflação e menos renda disponível durante o período de crise financeira fizeram com que as pessoas lançassem mão do crédito para financiar o consumo, como explicou a economista da CDL/BH Ana Paula Bastos. “Muitos consumidores fizeram do crédito uma extensão da renda e há uma preferência de pagamento com o cartão de crédito, principalmente para compras de bens de maior valor agregado. O consumidor avalia somente se a parcela cabe no bolso, sem planejamento financeiro, ainda com muitas compras por impulso”, afirmou.

O levantamento apontou também que 86,6% dos consumidores possuem cartão de crédito ou de débito e que oito em cada dez belo-horizontinos usam esses cartões. Questionados sobre a frequência de utilização do cartão, 68,1% dos entrevistados afirmaram usar sempre ou quase sempre e, sobre os hábitos de uso do cheque especial, 52,2% dos consumidores da Capital responderam que raramente ou nunca usam o recurso como complemento da renda.

A economista da CDL/BH destacou que, por outro lado, a crise econômica trouxe uma educação financeira maior para os consumidores, que tiveram que lidar com orçamentos mais enxutos. A expectativa, segundo ela, é que o entendimento para um melhor planejamento financeiro se desenvolva cada vez mais. “Ainda observamos uma demanda reprimida, mas a tendência é melhorar, uma vez que as pessoas viveram um período com orçamentos apertados. O indicado é consumir, porém, com consciência, e avaliar as contas para não ficar inadimplente e fora do mercado de crédito”, avaliou Bastos.

Perfil – Na análise por gêneros, as mulheres são as que mais ultrapassam o limite do cartão, com um percentual de 44,3%, frente a 39,5% dos homens. A pesquisa da CDL/BH mostrou também que a classe E é maioria nesse perfil, com 52,9%. Idosos (83,3%) e consumidores das classes A/B (32,7%) afirmaram que nunca realizam compras acima do limite no cartão de crédito.

“As mulheres compram mais e fazem mais compras por impulso, apesar disso, a dívida média delas é menor que a dos homens. A classe E foi mais impactada pelo desemprego e não tem reserva financeira, por isso lançou mão do limite de crédito com mais frequência”, explicou Ana Paula Bastos.

Dos diversos produtos bancários disponíveis no mercado, o levantamento apontou que o mais usado pelos consumidores da Capital é o seguro de automóvel (33%), seguido pelo empréstimo em banco/financeira (22,9%).

Os demais serviços lembrados pelos entrevistados foram financiamento de automóvel (19,3%); seguro de vida (19%); seguro residencial (17,6%); financiamento de casa própria (13,8%); empréstimo para terceiros (9,5%); previdência privada (9,3%) e crédito consignado (3,2%).

De acordo com os dados, a classe E é a que menos utiliza produtos bancários e os idosos são os consumidores que mais possuem seguro de vida (25%) e seguro residencial (33,3%).

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