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Negócios

21/11/2013

LIMPEZA| Politriz vai investir R$ 20 milhões em nova fábrica em Uberlândia

Meta é duplicar a produção mensal que hoje fica em torno de 450 mil caixas de produtos de limpeza
Nádia de Assis
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Empresa, especializada na fabricação de produtos de limpeza, opera perto do limite da capacidade instalada/Divulgação
Com a produção cada vez mais perto de atingir a capacidade instalada, a Politriz, especializada na fabricação de produtos de limpeza, divididos em linhas doméstica e profissional para os segmentos automotivo, tratamento de piso e consumo, planeja a construção de uma nova fábrica na zona rural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O projeto deve demandar R$ 20 milhões em investimentos, montante que deve ser financiado com recursos próprios e possivelmente com o auxílio de instituições como o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A atual planta ocupa um galpão de 12 mil metros quadrados, em um terreno de 30 mil metros quadrados no Distrito Industrial (DI) do município do Triângulo. Ela tem capacidade para produzir mensalmente 550 mil caixas de produtos, sendo que a atual média produzida é de 450 mil, ou superior a 80%. "Aqui no DI não encontramos mais terrenos compatíveis com o nosso projeto de expansão", explica o presidente da empresa, Lázaro dos Reis Magalhães. O novo galpão deve ocupar 20 mil metros quadrados de área, de um terreno de 70 mil metros quadrados. Dessa maneira, a produção poderá até ser duplicada.

A nova planta deve ser concluída em 2017 e vai contar com um maquinário mais moderno, o que vai permitir à Politriz reduzir o valor dos seus produtos. Com o preço menor, a empresa será mais competitiva em outros mercados, como o das regiões Sul e Sudeste, onde a sua atuação ainda é pouco intensa, devido à concorrência acirrada. No momento, os principais clientes da empresa estão localizados na região Centro-Oeste, com destaque para o Goiás, responsável por 25% do faturamento, seguido pelo Distrito Federal, com 18% e Minas Gerais, 15%.

Em 2013, a produção e receita da organização registraram expansão de 18%, conforme Magalhães. O resultado, segundo ele, atendeu às previsões estabelecidas pela Politriz. "Este foi um ano muito instável para os meus negócios. Em alguns meses, registramos resultados muito positivos e em outros muito negativos", revela o presidente. Ele acrescenta que o crescimento está embasado na estratégia de conquistar novos clientes, maior aproximação com os atuais compradores e investimentos em marketing e desenvolvimento de novos produtos.

Apenas neste ano, a empresa introduziu dez novos itens no mercado, sendo que o desenvolvimento de cada um deles demandou um aporte estimado em R$ 100 mil. Entre os lançamentos, estão desinfetantes, entre outros itens bem aromatizados e concentrados. O portfólio da empresa conta com uma variedade de 250 produtos, sendo que o carro-chefe ainda é a cera para piso, produto que marcou o início das atividades da Politriz, há mais de 20 anos. "Fundei a fábrica de cera para piso há 23 anos, para sustentar a minha família. Felizmente, os negócios cresceram muito em proporção e, aos poucos, foram criadas novas opções para atender às exigências do mercado", explica o empresário.

A empresa emprega 300 colaboradores diretamente, sendo que a metade deles, 150, atua diretamente na linha de produção. Após a inauguração da nova fábrica, outros 60 devem ser contratados. Além dos postos de trabalho diretos, ela emprega outras 150 pessoas indiretamente.

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Social - Há três anos, a Politriz fundou o Instituto Politriz, iniciativa que acontece em três diferentes áreas de vulnerabilidade social de Uberlândia, e oferece oficinas de música, dança e capoeira a estudantes de escolas municipais. Atualmente, o projeto atende a 460 crianças, com idades de sete a 14 anos, e conta com a participação de 15 profissionais da área de educação. "O sucesso da nossa empresa nos motivou a criar um projeto de responsabilidade social. Temos o objetivo de contribuir para melhorar a formação de crianças e adolescentes e impedir que elas sigam um caminho de drogas e violência", afirma o presidente da empresa.



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