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Finanças

10/11/2017

Lucro líquido do Banco do Brasil cresce 15,9% no 1º tri

Resultado atingiu R$ 2,7 bilhões
AE/Reuters
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Total de ativos do Banco do Brasil atingiu R$ 1,4 trilhão no terceiro trimestre, o que representa queda de 3,3%/Alisson J. Silva
São Paulo - O Banco do Brasil encerrou ontem a temporada de divulgação de resultados dos grandes bancos do terceiro trimestre ao entregar lucro líquido ajustado de R$ 2,708 bilhões no período, elevação de 15,9% em um ano, quando estava em R$ 2,337 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, de R$ 2,649 bilhões, a alta foi de 2,2%.

O resultado do terceiro trimestre do BB foi motivado, conforme destaca a instituição em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, por maiores receitas de serviços e ainda menores despesas com provisões para devedores duvidosos e também menos gastos operacionais.

Nos primeiros nove meses do ano, o banco atingiu lucro líquido ajustado de R$ 7,872 bilhões, desempenho 45,1% superior a igual período do ano passado, quando o banco havia registrado lucro líquido ajustado de R$ 5,424 bilhões. O crescimento neste ciclo foi motivado pelo aumento das rendas de tarifas, redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.

A carteira de crédito ampliada do banco, que considera títulos privados e garantias, encerrou setembro com saldo de R$ 677,037 bilhões, montante 2,7% menor que ao término de junho, de R$ 696,121 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 735,445 bilhões, a queda chegou a 7,9%. Já no critério “classificada”, a carteira do BB foi a R$ 629,372, recuo de 2,1% e 6,4%, nesta ordem.

O encolhimento dos empréstimos foi motivado, principalmente, pelas pessoas jurídicas. O segmento registrou saldo de R$ 228,040 bilhões ao final de setembro, redução de 2,6% ante junho e de 13,5% em um ano. Já o crédito voltado à pessoa física teve alta de 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo e ficou estável em um ano, totalizando R$ 187,186 bilhões.

O total de ativos do Banco do Brasil foi a R$ 1,4 trilhão no terceiro trimestre, queda de 3,3% em um ano, quando estava em R$ 1,448 trilhão. Já no comparativo com o segundo trimestre, de R$ 1,446 trilhão, a redução foi de 3,2%.

O BB fechou setembro com patrimônio líquido de R$ 93,564 bilhões, crescimento de 9,1% em um ano e de 3,1% na comparação com junho. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) do banco foi a 10,8% em setembro, aumento de 0,1 ponto percentual ante junho, quando estava em 10,7%. Em um ano, o indicador teve melhora de 0,9 p.p. Já no acumulado do ano, a rentabilidade da instituição chegou a 12,3%.

Varejo - O BB vai ampliar o foco na pessoa física ao retomar o ritmo de concessões de crédito em 2018, enquanto prepara a ampliação da unidade de banco de investimentos e a criação de uma divisão específica de comércio exterior para atender empresas de grande porte.

“Esperamos em 2018 ter uma parte do crédito que hoje vai para grandes empresas mais direcionado para pessoas físicas”, disse a jornalistas o presidente-executivo do BB, Paulo Caffarelli, durante apresentação sobre os resultados do terceiro trimestre.
Na apresentação a jornalistas, Caffarelli previu que o crédito do sistema bancário do País deve crescer ao redor de 6% em 2018. No caso do BB, o executivo citou que há mais disposição para ampliar o ritmo de concessões em linhas de maior risco, como para compra de automóveis.

Os comentários sublinham a complexa equação do time liderado por Caffarelli, que tomou posse no ano passado com a missão declarada de elevar os níveis de rentabilidade, que giravam ao redor de metade dos exibidos pelos principais rivais privados.

Como resultado do fracasso do aumento da oferta de crédito nos últimos anos para tentar reanimar a economia que caminhava para uma forte recessão, o BB viu seus índices de inadimplência, e, consequentemente, das provisões para perdas com calotes, subirem por um período prolongado.

Investidores receberam os resultados trimestrais do BB sem entusiasmo, com analistas observando que o lucro teve ajuda de menores despesas e impostos, enquanto os resultados operacionais foram fracos.

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