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Economia

25/05/2018

Fiemg: Olavo Machado comandou sobre cinco pilares

De 2010 a 2018, ex-presidente buscou o desenvolvimento industrial e a defesa de vários interesses
Ana Carolina Dias
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Após oito anos liderando empresários de diversos segmentos da economia, Olavo Machado Junior deixou ontem a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Cinco pilares sustentaram as principais realizações da Fiemg de 2010 a 2018, na busca da defesa dos interesses legítimos da indústria mineira para contribuir com o crescimento, diversificação e modernização do setor no Estado: o Desenvolvimento industrial e a defesa de interesses, a Educação, Inovação e tecnologia, Qualidade de vida e sustentabilidade e Gestão.

O incentivo à sinergia entre duas frentes de atuação que se complementam foi essencial para garantir o desenvolvimento de políticas fundamentais para o crescimento da indústria. De um lado, a busca constante por desenvolvimento industrial e, do outro, a crescente defesa dos interesses do setor, o que garante instrumentos e políticas fundamentais para assegurar o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais e do Brasil.

Reflexo dessas ações é que, nos últimos três anos, mais de R$ 3 bilhões em investimentos industriais foram trazidos para Minas. “Se não servirmos para fazer a defesa dos interesses da indústria, não servimos para mais nada. Essa é a nossa grande missão”, afirmou Machado.

Foram realizadas também iniciativas em prol das reformas estruturais, que têm como objetivo a modernização das relações trabalhistas no País e a defesa da reestruturação do sistema previdenciário brasileiro.

Educação – Por meio de programas de educação empresarial, a Fiemg tornou-se referência nacional em educação e formação profissional para atuação no setor produtivo. Projetos como “Futuros Engenheiros” e “Engenheiro Empreendedor” tornaram-se diferenciais para profissionais recém-formados.

Desde 2010, mais de 93 mil estudantes do ensino infantil ao médio passaram pelas 40 escolas do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Minas. Durante os oito anos de gestão de Olavo Machado, 83 escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) formaram 460 mil trabalhadores para a indústria.

O Projeto Escola Móvel atendeu 830 municípios em todo o Estado, com mais de 60 mil pessoas formadas, sendo que 70% delas geram renda em suas próprias cidades. “O programa tem a grande vantagem de manter o trabalhador em sua cidade e ensinar um ofício a quem não sabe nem ler”, comentou.

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Inovação e tecnologia
- Investimentos nos institutos de tecnologia e inovação fazem parte do legado deixado como contribuição à ampliação da competitividade da economia mineira, com destaque para o setor industrial.

Com o maior investimento em inovação e tecnologia em Minas Gerais, da ordem de R$ 150 milhões, foi criado o Centro de Inovação e Tecnologia do Senai (CIT), como parte do Sistema de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo (Site), que lidera, além do centro, outros 14 ambientes de pesquisa e desenvolvimento voltados para o atendimento à indústria mineira em cidades de diferentes regiões do Estado.

Programas como o Fiemg Lab, que selecionou e acelerou 100 projetos em sua primeira etapa, desenvolvendo negócios de alto impacto econômico e social, e o Projeto P7 Criativo, que busca transformar Belo Horizonte no maior polo de economia criativa do Brasil e gerar negócios para a indústria e para a economia de Minas Gerais, mostram a mudança do entendimento da participação da tecnologia e de novos modelos de negócio na indústria.

Sustentabilidade - A nova cultura permeada pela Fiemg foca nas questões relacionadas à qualidade de vida e sustentabilidade. A federação vem construindo uma realidade em que a sustentabilidade gera competitividade para a indústria.

Desde 2010, mais de 1,6 milhão de trabalhadores da indústria foram impactados com campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). O Programa Minas Sustentável conta com 9.224 empresas assessoradas, 402 municípios atendidos, 456 licenças ambientais concedidas, 1.957 empresas orientadas para a ecoeficiência e 3.371 trabalhadores e empresários capacitados desde 2011.

Gestão - A eficiência na gestão é essencial, pois pode mudar o curso inicialmente previsto para as ações e, nos últimos anos, a Fiemg mobilizou equipes, montou comitês e construiu as bases para a modernização da indústria. Um plano de ação foi feito para garantir uma gestão estratégica voltada à redução de custos e aos ganhos de produtividade.

A partir de 2010, recursos foram gerenciados para fornecer à indústria o que ela foi obrigada a cancelar durante a crise econômica. Duramente atingido pela retração da demanda, o setor teve que se readaptar em uma velocidade histórica, tendo como principal desafio gerar valor para áreas de negócios que, por sua vez, agregam mais valores à indústria do Estado.

Em oito anos, houve uma redução de R$ 7,1 milhões no valor dos contratos, economia de R$ 2,6 milhões em função de negociação com licitantes vencedores, em relação ao preço ofertado. Além disso, houve reconfiguração do modelo de fiscalização, que passou a ser feita com pessoal próprio, gerando redução de R$ 943 mil nos custos.

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