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Economia

15/08/2017

Magnesita Refratários reporta prejuízo líquido de US$ 41,4 milhões

Resultado do semestre é atribuído a baixas contábeis e câmbio
Leonardo Francia
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Durante o primeiro semestre a companhia investiu US$ 21,7 milhões/Marcos Alvarenga
A Magnesita Refratários S/A, com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), apurou prejuízo líquido de US$ 41,4 milhões no fechamento do primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 2016, a empresa registrou lucro líquido de US$ 45,4 milhões.

Segundo informou a companhia, a queda aconteceu devido, principalmente, a baixas contábeis (impairments) dentro de despesas e receitas operacionais e do imposto de renda. Além disso, as despesas relativas às variações cambiais também contribuíram para o resultado pior na primeira metade deste ano.

Apesar do prejuízo no semestre, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Octavio Pereira Lopes, afirmou, em seu pronunciamento durante conferência com investidores e acionistas, realizada nesta segunda-feira, durante o primeiro semestre, “observamos um ambiente mais favorável nos nossos mercados estabelecidos, especialmente na América do Sul, onde a produção de aço está se recuperando”.

A receita operacional do primeiro semestre somou US$ 552,2 milhões, contra US$ 486,8 milhões em igual período de 2016, um aumento de 13,4%. O segmento de soluções refratárias gerou US$ 484,3 milhões do total e com volume de vendas de 491,5 mil toneladas, com alta de 12,6%, em valor, e crescimento de 6,8% em quantidade, no mesmo confronto.

O presidente do conselho da companhia explicou que o avanço da receita da área de refratários no primeiro semestre foi alavancado especialmente pelo maior volume de vendas e pelo efeito do câmbio nas vendas reais, devido à apreciação do real frente ao dólar.
No segmento de minerais industriais, a receita da companhia somou US$ 33,1 milhões entre janeiro e junho contra US$ 27,3 milhões em igual semestre de 2016, uma evolução de 21%. Em igual base de confronto, o faturamento com serviços alcançou US$ 34,9 milhões sobre US$ 29,2 milhões, com aumento de 19,3%.

Durante o semestre, a companhia investiu US$ 21,7 milhões, valor 8,8% menor do que no mesmo período de 2016, quando os aportes somaram US$ 23,8 milhões. A queda se deve ao fim de um ciclo de investimentos na área de tecnologia da informação (TI), finalizado em 2016.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa somou US$ 91,2 milhões entre janeiro e junho, ante US$ 80,5 milhões nos mesmos meses do ano passado, evolução de 13,2%. A margem Ebitda do período foi de 16,5%, estável na mesma comparação.

Ao final do semestre, o capital de giro da companhia era de US$ 234,9 milhões, 7,2% de queda em relação aos US$ 253 milhões do mesmo período de 2016. A redução, conforme a companhia, refletiu os esforços em diminuir a intensidade do capital de giro, suportado por ganhos sustentáveis de eficiência.

RHI Magnesita - Sobre o acordo celebrado em 2016 com a gigante austríaca de materiais térmicos refratários RHI para combinar operações, formando a RHI Magnesita, Lopes afirmou que os acionistas da RHI já aprovaram a operação em assembléia realizada no começo deste mês.

“Esses eventos representaram marcos importantes, e nos aproximaram muito da conclusão da transação. O próximo passo importante é a listagem da RHI Magnesita na Bolsa de Valores de Londres, o que é esperado para o último trimestre deste ano”, disse o presidente do Conselho.

Conforme já anunciado, a operação deve movimentar pelo menos 118 milhões de euros e sua conclusão está prevista para este ano e ainda está sujeita a aprovações. O novo conglomerado será líder global do setor de refratários.

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