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11/12/2017
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Política

21/11/2017

Maia critica que recorrer a MPs é agir como "ditador"

Presidente da Câmara volta a reprovar alterações na lei trabalhista
FP
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Rodrigo Maia defende as mudanças por projeto de lei/Lula Marques / AGPT
Porto Alegre - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), criticou o uso de medidas provisórias pelo presidente Michel Temer. Para ele, recorrer às MPs não ajuda a democracia e se assemelha à forma como age um ditador.

“Pensando que um ditador é assim. Ditador faz aquilo que pensa, certo ou errado, sozinho. A MP é isso durante quatro meses. Por isso, o que eu acho, no futuro tem que acabar com a medida provisória, porque ela não ajuda a democracia brasileira”, falou Maia, durante evento ontem, em Porto Alegre.

Na última semana, Temer editou uma MP que altera pontos da reforma trabalhista, que havia entrado em vigor quatro dias antes. Maia, que queria que a alteração fosse feita através de um projeto de lei, afirmou que esse é um instrumento que vem de sistema autoritário de governo.

O presidente da Câmara afirmou ainda que o que mais lhe assusta é que até agora nenhuma central sindical tenha vindo questionar a atitude do governo. “A partir daí, qualquer presidente pode entrar e fazer uma reforma trabalhista por medida provisória. Será que é isso que nós queremos?”.

Apesar das críticas, Maia afirmou que a Medida Provisória que altera a reforma trabalhista deve ser votada dentro de, no máximo, quatro semanas pela Câmara dos Deputados. Apesar de ter validade imediata, ela precisa ser aprovada pelo Congresso para continuar em vigor após o prazo de quatro meses.

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Previdência - A defesa da reforma da Previdência foi o ponto principal do discurso de Maia, que trabalha com a ideia de aprovar um texto que represente pelo menos 50% do original. Maia destacou a necessidade de discutir a inclusão dos membros das Forças Armadas e das polícias militares na reforma.

“São dois temas que vão ter que ser tratados, principalmente das polícias militares. A gente não tem mais condição de ter na reserva, como a gente tem em São Paulo, 1.800 coronéis e 80 na ativa. Isso do ponto de vista fiscal é inviável”.

Os policiais militares foram excluídos do projeto de reforma da Previdência no final do ano passado. Já a situação das Forças Armadas, segundo Maia, ainda está sendo discutida internamente pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Perguntado sobre a escolha de seu amigo pessoal, deputado federal Alexandre Baldy, para assumir o Ministério das Cidades, Maia negou que a indicação tenha relação com a sua disposição em ajudar o governo a aprovar a reforma da Previdência.

Eleições - Maia defendeu que o Democratas tenha candidatura próprio à Presidência, e que o nome mais preparado do partido seria o de ACM Neto, prefeito de Salvador.
“Para governador hoje é favorito, mas se ele topasse um sonho maior, uma campanha presidencial, ele é um nome muito forte.”

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