Publicidade
21/10/2017
Login
Entrar

Agronegócio

17/05/2017

Mapa é alvo de duas operações da PF

Reuters
Email
A-   A+
Brasília - A Polícia Federal lançou ontem duas operações separadas para investigar suspeitas de favorecimento a frigoríficos e empresas de alimentos pelo Ministério da Agricultura por meio de esquemas de corrupção na fiscalização, e apontou a Minerva  como uma das supostas envolvidas.

Em uma das ações, os policiais federais apuram um suposto esquema voltado para o retardamento na tramitação e anulação de multas no ministério de forma a favorecer empresas, que teria movimentado cerca de R$ 3 milhões entre os anos de 2010 a 2016, segundo a PF.

Nessa operação, policiais foram às ruas para cumprir 62 mandados judiciais, sendo 10 de prisão temporária, nos estados de Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco.
“A PF apurou, por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, que a chefe de Fiscalização do Mapa (Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento), à época dos fatos, recebia de empresas fiscalizadas valores mensais para custear despesas familiares”, disse a Polícia Federal em nota.

O superintendente da Polícia Federal em Tocantins, Arcelino Vieira Damasceno, disse em entrevista coletiva transmitida via internet que a Minerva, uma das maiores empresas de produção e comercialização de carne in natura do País, está entre as empresas suspeitas de irregularidades.

Outras companhias suspeitas de envolvimento no esquema investigado pela PF são Frango Norte, Laticínio Veneza, Santa Izabel Alimentos, Masterboi, Laticínio Fortaleza e Laticínios Palac, acrescentou Damasceno.

Em nota, a Minerva afirmou que está colaborando com a investigação envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e segue rígidas normas de governança corporativa e cumpre toda a legislação aplicável em suas operações.

As ações da Minerva recuavam mais de 3,5% nesta manhã após a deflagração da operação policial.

O Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de comentários e não foi possível fazer contato de imediato com as outras empresas citadas pela PF.

A Polícia Federal também cumpriu mandados judiciais em diversos municípios de Santa Catarina como parte de uma outra operação envolvendo o Ministério da Agricultura, esta voltada para o setor de pescados da região do Vale do Itajaí.

As investigações apuram evidências relacionadas à proteção ilícita de empresas do ramo alimentício, bem como de perseguição a servidores com atuação na área de fiscalização mediante instauração de procedimentos disciplinares e remoções infundadas, de acordo com a PF.

A Justiça determinou o afastamento de ocupantes de cargos de direção e gestão na unidade do Ministério da Agricultura em Santa Catarina.

Segundo as investigações, as empresas suspeitas de envolvimento no esquema introduziam no mercado pescados importados da China adulterados quimicamente, que não passavam pela fiscalização adequada. (Reuters)

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

21/10/2017
Receita da agropecuária deve cair 8,6%
Estimativa é de que o setor apure R$ 53,99 bi neste ano em Minas Gerais, sendo R$ 34,38 bi da agricultura
21/10/2017
Cafés do Sul e Matas de Minas têm mais amostras no Coffee of the Year
Os 150 melhores cafés do Brasil já estão classificados para o Coffee of the Year 2017. Ao todo, foram avaliadas 239 amostras das doze principais regiões do País,...
21/10/2017
Preços podem estimular cultivo de tangerinas Murcott e Rio no Estado
O fim da safra da tangerina Ponkan somado à tendência de mercado apresentada em 2016 deve estimular a produção de tangerinas Murcott e Rio no último trimestre do...
21/10/2017
Previsão para pecuária é de queda de 0,3%
Com base nos dados de setembro, o VBP da pecuária de Minas Gerais, para 2017 foi estimado em R$ 19,6 bilhões, queda de 0,3%. A retração foi influenciada pelos resultados...
20/10/2017
União lança linha premium BonQ
Estratégia é oferecer queijos de qualidade diferenciada com preços mais acessíveis
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.