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Política

12/07/2018

Marina lança pré-candidato ao Senado por Minas

Agência Estado
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A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, participou ontem do lançamento da pré-candidatura de Kaká Menezes (Rede) ao Senado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Em entrevista à Rádio Super, a ex-senadora elogiou Menezes e disse que a escolha por um “quadro novo na política” pode trazer maior “capilaridade” para a campanha dela ao Planalto.

“Um jovem trabalhador, respeitado, que vai renovar a política, não só do ponto de vista das ideias, mas do ponto de vista das suas práticas”, disse a ex-ministra. Missionário evangélico e ex-jogador de basquete, Menezes foi candidato a prefeito de Contagem em 2016. Com 19 mil votos, 6,75%, ficou em penúltimo lugar no primeiro turno. Ele é fundador de uma ONG de ajuda a mulheres moradoras de rua e usuárias de drogas.

Na entrevista, Marina também elogiou o pré-candidato da Rede ao governo mineiro, João Batista Mares Guia: “Um homem que conhece profundamente Minas Gerais”. A presidenciável também falou sobre a saída da composição da Rede no Estado do empresário Eduardo Lucas, que seria pré-candidato a vice-governador. A ex-senadora garantiu que o diretório estadual da Rede tem liberdade para decidir sobre o substituto na chapa.

A ex-ministra também falou sobre as propostas voltadas para Minas Gerais que pretende colocar em prática caso seja eleita presidente. Marina afirmou que o Estado sofre com pobreza e exclusão social, além de ter problemas com segurança pública. “Independente de quem esteja no governo (de Minas), vamos fazer um trabalho em defesa da população, com a implementação Plano Nacional de Segurança Pública, além de fazer o País voltar a crescer para gerar renda”, afirmou.

Chapa - Marina Silva declarou que poderá compor sua chapa com nomes do próprio partido nas eleições 2018. A presidenciável disseque espera ter alianças definidas até o final do período destinado para a realização das convenções partidárias.

“Nós temos uma boa prata da casa, bons nomes dentro da Rede e as nossas alianças, em que pese buscar os partidos que conversamos. Mas vamos respeitar a dinâmica desses partidos”, disse a ex-senadora. Questionada sobre a possibilidade de ter Roberto Freire (PPS) como vice, Marina disse que respeita as escolhas do PPS e que segue dialogando com a legenda.

A ex-ministra também afirmou que não tem dificuldades em conseguir apoio de outros partidos, mas que cada legenda está analisando o que é melhor para si. O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define que os partidos têm entre 20 de julho e 5 de agosto para realizar as convenções, que encaminham o registros das candidaturas para as eleições de outubro.

Em segundo lugar na última pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope, no fim de junho, empatada com o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por conta da margem de erro, em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, a pré-candidata da Rede rejeitou qualquer possibilidade de formar uma união de pré-candidaturas como forma de fazer frente ao presidenciável do PSL.

“Não dá mais para essa história de se unir contra esse ou aquele Não dá mais para se unir para ganhar o poder. Quero me unir para ter um projeto de País, junto com a sociedade brasileira», disse Marina. Para a ex-senadora, falar em união de candidaturas favorece a polarização da política brasileira.

Marina lamentou a saída do empresário Eduardo Lucas, que pretendia concorrer como vice na chapa da Rede, mas garantiu que a sigla respeita as decisões do diretório estadual.

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