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Agronegócio

05/12/2017

Matas de Minas se destaca em concurso estadual de qualidade

Resultado da 14ª edição foi anunciado ontem, na Capital
Michelle Valverde
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Atlantica Coffee, uma das patrocinadoras, vai adquirir as sacas dos grandes campeões por US$ 1 mil cada/Marcelo Sant'ana/Imprensa MG
Os investimentos na melhoria da qualidade do café têm gerado bons resultados e atraído cada vez mais cafeicultores que apostam nos grãos diferenciados. Exemplo dessa dedicação crescente foi a 14ª Edição do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, cujo resultado foi anunciado, ontem, em Belo Horizonte. Nesta edição, foram inscritas 2.060 amostras de todas as regiões produtoras do Estado, volume recorde no certame. Na atual edição, os grandes vencedores foram da região das Matas de Minas. A Atlantica Coffee, uma das patrocinadoras do evento, vai adquirir as sacas dos grandes campeões por US$ 1 mil cada.

Na 14ª edição do concurso foram premiados os 22 melhores cafés do Estado nas categorias Café Natural e Café Cereja Descascado/Despolpado ou Desmucilado. Foram eleitos os três melhores das regiões do Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas. Os grandes vencedores do certame são de Espera Feliz, nas Matas de Minas.

Na categoria Café Natural, o grande vencedor foi o cafeicultor Onofre Alves de Lacerda que também conquistou o Prêmio Sustentabilidade. Lacerda, que produz café há mais de 60 anos, destaca que o trabalho desenvolvido junto com a família contribui para a produção dos grãos especiais, que na safra atual deve variar entre 200 e 300 sacas de 60 quilos.  

“O segredo para produzir um café especial é o carinho, é o capricho, é colher o café na hora certa. Desenvolvemos um trabalho em família e, por isso, conquistamos o prêmio. A cada ano estamos colhendo um volume maior de grãos especiais, isso é importante porque tem mercado e garante renda. O café comum vendemos a R$ 300 a saca e este especial vamos vender acima de R$ 1 mil a saca”, explicou Lacerda.

Já na categoria Cereja Descascado, a grande vencedora foi a cafeicultora Sebastiana de Oliveira Faria, que também foi agraciada com a medalha Mulher Empreendedora no Café. O segredo para produzir o café especial, segundo Sebastiana, é o cuidado com todo o processo.

“Tem que ter carinho com o café e investir em formas para que todo processo seja feito corretamente. Durante toda a minha vida mexi com o café e o prêmio é um reconhecimento do esforço e da dedicação de toda a família”, explicou Sebastiana.

Economia - De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, a cafeicultura de Minas Gerais está em crescimento, não só de volume, mas também em relação à qualidade, o que vem contribuindo de forma positiva para a economia do Estado e para a geração de renda para os cafeicultores.

“No contexto de crise econômica, a mais grave já vivenciada no País, a agricultura proporciona respostas positivas para Minas Gerais e para o Brasil. Este ano foram 2.060 amostras inscritas no concurso e, deste total, cerca de 200 apresentaram nota acima de 84 pontos na prova de xícaras. Isto mostra a qualidade alta do café de Minas Gerais”.

Leitão destacou que a melhoria da qualidade se deve ao comprometimento do cafeicultor de Minas Gerais e ao trabalho de assistência técnica desenvolvido no Estado pela também pela Empresa de Assistência Técnica do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

“A qualidade do café amplia a renda do produtor, e conseguir uma qualidade superior é um movimento conjunto que exige parceria e dedicação. No momento de crise, a gente apresentar cafés de qualidade e mostrar que o número de cafeicultores produzindo grão de qualidade está aumentando é um grande avanço para Minas Gerais”.

Preço mínimo - O CEO da Atlantica Coffee, empresa do Grupo Montesanto Tavares, Rogério Schiavo, explica que a empresa firmou compromisso que garante um preço mínimo superior ao praticado no mercado para a aquisição dos cafés vencedores. No concurso, cada lote inscrito é composto por cinco sacas de café e para cada saca de 60 quilos dos grandes vencedores será oferecido US$ 1 mil para compra. Os primeiros colocados de cada região produtora serão agraciados com uma viagem, a princípio, para a Guatemala, onde poderão conhecer a produção e a experiência dos cafeicultores.

“Isto é uma maneira de incentivar o produtor a nos vender o café e também garantir que ele seja remunerado a preços acima dos praticados no mercado do café comum. Caso o lote seja maior que as cinco sacas, a gente compra o lote inteiro. No caso dos grandes campeões, o valor será de US$ 1 mil por saca. No caso dos demais ganhadores, o preço fica em torno de US$ 15 a US$ 20 para cada saca, acima do valor de mercado do café comum. É uma remuneração justa pelo café ter uma qualidade superior. É importante dizer que o cafeicultor tem a opção de nos vender ou não”.

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