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Política

12/10/2017

Meirelles aposta na aprovação de reforma

FP
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Washington - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou na quarta-feira a declaração do líder tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE), de que, se passar a reforma da Previdência, será uma “coisa mais chocha”.

Segundo o ministro, esse tipo de afirmação não terá impacto sobre investidores estrangeiros e nem sobre a precificação da reforma no mercado.
“Os investidores têm informações constantes e importantes sobre o Brasil e não será uma declaração ou a opinião de um líder ou de outro que vai influenciar esse processo”, disse Meirelles, que está em Washington para participar da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ministro disse que fundos, casas de investimento e empresas já têm suas estimativas “de que reforma será aprovada e qual o percentual” do texto original que será mantido. “Portanto isso já está nos preços”, afirmou.

Na última terça-feira, Jereissati havia se declarado “cético” sobre a viabilidade da reforma. “Acredito que pode passar uma coisa mais ‘chocha’, ou melhor dizendo, uma coisa menor, só com idade mínima. Uma reforma mesmo deve ficar para o próximo governo”, disse.
Meirelles disse na quarta-feira que o governo espera conseguir um texto “aceitável para o país” na negociação com o Congresso. Ele, no entanto, evitou dizer qual é o patamar mínimo que deve ser mantido em relação ao projeto inicial do governo.

“Estamos num processo de negociar e não acredito que seja uma boa técnica anunciar qual é o patamar mínimo ou máximo”, disse. “Não existe um patamar rígido, o que existe é uma trajetória de crescimento das despesas primárias, estabilização em um certo momento e uma compatibilização disso com o teto de gastos.”

Ele destacou que o relatório que foi aprovado na comissão especial que está hoje em discussão e votação na Câmara equivale a 75% do projeto original. “Nós achamos que isso é um patamar que está ainda de acordo com as nossas previsões”, avaliou. O ministro ainda reafirmou que a expectativa do governo é de uma aprovação da reforma em 2017.

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