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Economia

12/10/2017

Melhoria da renda aquece comércio mineiro

Em agosto, alta foi de 5% frente a igual intervalo de 2016; de 4% no acumulado do ano e de 1,7% em 12 meses
Ana Amélia Hamdan
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Vestuário foi o segmento de destaque no Estado/Divulgação
O volume de vendas do comércio varejista em Minas avançou 5% em agosto no comparativo com igual mês do ano passado, com resultado melhor que a média nacional, que apresentou aumento de 3,6% no período. No acumulado do ano, no Estado, houve crescimento de 4%, enquanto no País o avanço foi de 0,7%. Com relação aos últimos 12 meses, o índice estadual cresceu 1,7%, sendo que o nacional caiu 1,6%. Já na passagem de julho para agosto, houve recuo em Minas e no Brasil, respectivamente, de 0,4% e de 0,5%. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a técnica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, Isabella Nunes, o resultado do levantamento está associado a uma maior renda disponível devido ao quadro macroeconômico que se mostra mais favorável este ano que em 2016, com redução na taxa de juros, estabilidade da inflação e melhorias dos índices de emprego. “São fatores que jogam positivamente para o consumo”, resume.

Ainda segundo Isabella, a liberação do dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) continua impactando nos resultados. Ela ressalta também que a base de comparação é baixa, já que os anos de 2015 e 2016 registraram fortes quedas.

De acordo com análise do IBGE, “os sinais de maior ritmo de vendas no varejo nacional ficam evidenciados na comparação com o ano de 2016, na série sem tratamento sazonal”.

Em Minas, o setor que mais se destaca positivamente, no acumulado do ano – janeiro a agosto de 2017 no comparativo com igual período do ano passado – é o de tecidos, vestuário e calçados, que teve avanço de 31,8%. Em seguida estão: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou crescimento de 12,3%; móveis e eletrodomésticos, alta de 8,8%; livros, jornais, revistas e papelaria, avanço de 8,1%.

Um dos segmentos com maior retração foi o de combustíveis e lubrificantes, com redução de 25,3% no acumulado do ano. Segundo Isabella Nunes, a queda no consumo desses produtos está atrelada ao aumento dos preços e impostos. Também apresentaram queda no volume de vendas os setores de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (- 27,8%); artigos farmacêuticos, médicos e cosméticos (- 3,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (- 2,8%).

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Ampliado - Quanto ao varejo ampliado, que abrange os setores de veículos e material de construção, a situação do Brasil é melhor que a de Minas. Segundo a pesquisa do IBGE, o avanço nacional chegou a 7,6% em agosto, no comparativo com igual mês do ano passado, enquanto em Minas o incremento foi de 2,4%.

No acumulado do ano, o País avançou 1,9%, enquanto no Estado o crescimento foi de apenas 0,2%. Na variação dos 12 meses, os índices do País e do Estado tiveram retração de 1,6%.

De acordo com o levantamento do IBGE, em Minas, no acumulado do ano, o segmento de veículos, motocicletas, partes e peças foi o que mais impactou o índice negativamente, com recuo de 25,2%. Nessa mesma base comparativa, o setor de material de construção teve redução de 1% no Estado.

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