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14/12/2017

Melhoria de qualidade do café amplia mercado

Mesmo em um ano de adversidades e preços baixos, o café de Minas ganhou mais espaço no cenário internacional
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O café responde por 41,5% das exportações do agronegócio e por 24,3% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado/Emater-MG/Divulgação
O ano de 2017 foi desafiador para o café, principal produto do agronegócio de Minas Gerais.

Respondendo por 41,5% das exportações do agronegócio mineiro e por 24,3% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estadual, a produção do grão somou 24,3 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2017, volume que ficou 20,7% menor que a safra anterior e respondeu por 54% do volume nacional.

Apesar do cenário negativo dos preços e dos problemas enfrentados com o clima e com a broca, os cafeicultores têm investido na melhoria da qualidade do grão, o que tem despertado a atenção do mercado internacional. A qualidade superior e a diversidade dos cafés produzidos em Minas permitiram que um dos mais importantes eventos do setor, a Semana Internacional do Café (SIC), realizada em outubro, em Belo Horizonte, reunisse vários compradores internacionais do grão e registrasse recordes de público e de negócios.

Impactos - Ano de safra baixa, em 2017 a produção mineira amargou recuo de produção não apenas por conta dos efeitos de bienalidade negativa da planta, mas também devido a fatores climáticos e a pragas e doenças que impactaram o volume e a qualidade dos grãos.

Nas principais regiões produtoras, problemas climáticos como altas temperaturas e falta de chuvas prejudicaram a granação dos grãos, que ficaram de menor tamanho. A colheita foi antecipada em razão da maturação desuniforme, e acabou coincidindo com a ocorrência de chuvas fora de hora, o que prejudicou também a qualidade dos grãos.

Além dos impactos climáticos, a presença da broca em grande parte dos cafezais mineiros reduziu a qualidade e a quantidade dos grãos. Isso porque a eficiência dos produtos disponibilizados no mercado é baixa. O manejo para vazio sanitário durante e após colheita tornam-se fundamentais para redução da praga nas lavouras mineiras.

Exportações - O impacto também foi sentido nas exportações. Entre janeiro e outubro deste ano, o volume de café verde (cru) enviado para o mercado internacional foi 5,8% menor que o do mesmo período de 2016. Ainda assim, o produto se mantém o carro-chefe das exportações do agronegócio mineiro, correspondendo por 41,5% da balança comercial do Estado em 2017.

Preços - Ao contrário do que era de se esperar com a baixa oferta, os preços do café arábica tiveram reação negativa ao longo do ano. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média de preços no período entre janeiro e outubro para o tipo arábica (Bebida Dura – tipo 6) foi de R$ 468,54 (-4% em relação a média do mesmo período do ano anterior). Já para o conilon, os preços seguiram de forma positiva. O robusta (peneira 13 – tipo 6) teve média no ano de R$ 423,33 (+3,8%).

Leia também:
Chuvas regulares serão decisivas para a cadeia
Manejo e gestão são meios para a eficiência

BALANÇO 2017


Brasil

Produção estimada de 44,7 milhões de sacas (redução de 13% se comparada à safra anterior – dados da Companhia Nacional de Abastecimento - Conab).

Minas Gerais

Maior Estado produtor, responsável por 54% da produção nacional, Minas colheu 24,3 milhões de sacas, o que significou uma safra 20,7% menor que a anterior.

AÇÕES DE PROMOÇÃO

• Realização da 5ª Semana Internacional do Café (outubro/2017): fomento aos negócios, conhecimento e inovação. Destaque para a participação expressiva de compradores internacionais e também para os recordes de público e negócios. O Sistema Faemg promoveu ainda o Espaço Café + Forte, tratando de temas como o comércio internacional como uma estratégia comercial, o seminário InterAgro Café, o evento “Trajetórias para a Exportação: qualificação, inteligência e promoção comercial”; e a Oficina de Custos de Produção.  

A Semana Internacional do Café fomentou negócios e promoveu a inovação

• Promoção e valorização dos “Cafés de Minas”, contextualizando as principais características da bebida presentes em cada região produtora no Estado (Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mantiqueira de Minas, Matas de Minas e Chapada de Minas).
 
• Expansão do Programa Café+Forte, levando ao cafeicultor mineiro informações sobre o custo de produção da cultura. É importante ferramenta de apoio na tomada de decisão em momentos complexos. Novidade em 2017 foi o desenvolvimento de uma plataforma que possibilitará o acesso direto do produtor na gestão de custo da atividade cafeeira. A perspectiva é que mais produtores possam acessar a tecnologia de custo e obter mais competitividade.

• Reunião conjunta das comissões estadual e nacional de café (Faemg/CNA): na ocasião foi apresentado o material desenvolvido pela CNA para manejo integrado da broca do café (vídeo e cartilha), também difundido pela Faemg e região do Cerrado Mineiro (região mais afetada pela praga). Além da discussão de pontos estratégicos para a cafeicultura mineira, como o mapeamento do parque, a pesquisa oferece informações específicas sobre a broca, as estatísticas e confiabilidade setoriais, e também os movimentos nacionais de legislações que impactam o segmento como o Funrural, a lei do trabalho escravo, a reforma trabalhista e rotulagem.

• Não à importação de café: novamente a temática aterrorizou os cafeicultores. A Faemg, juntamente à CNA, agiu para barrar a entrada, no Brasil, de cafés do Vietnã e Indonésia. No ano anterior, a luta foi para segurar a importação de cafés do Peru. A discussão chegou à esfera presidencial, que determinou que fosse feita mais uma tentativa de consenso com lideranças políticas e do setor produtivo, em rejeição à importação de café.

• Fórum Mundial dos Produtores de Café: a Faemg participou do evento que aconteceu na Colômbia, em julho, onde foram discutidas as ameaças futuras da cafeicultura mundial, como as mudanças climáticas, a volatilidade de preços, a concentração da indústria e a sucessão familiar.


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