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Finanças

10/07/2018

Mercado aumenta novamente projeção para inflação em 2018

Já para o PIB, a estimativa foi reduzida para um crescimento de 1,53%
AE/ Reuters
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De acordo com o relatório do BC, setor industrial deve avançar menos neste ano, cerca de 2,65%/UESLEI MARCELINO/REUTERS
Brasília - Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de 4,03% para 4,17%. Há um mês, estava em 3,82%.

Já a projeção para o índice em 2019 permaneceu em 4,10%. Quatro semanas atrás, estava em 4,07%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa permaneceu em 4,00%. Também há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% para ambos os anos.

A expectativa dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 3,0% a 6,0%).

Na última sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de junho subiu 1,26%, sob o efeito da greve dos caminhoneiros, que perdurou até o início do mês passado. A taxa acumulada no primeiro semestre foi de 2,60% e nos 12 meses encerrados em junho, de 4,39%.

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Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus foi de 3,83% para 4,10%. Para 2019, a estimativa do Top 5 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,63% e 4,00%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também o mesmo número visto um mês atrás.

Selic - A mediana das projeções para a Selic (taxa básica de juros) este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a estimativa para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

No caso de 2020, a projeção para a Selic continuou em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os percentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos.

Em 20 de junho, o Copom manteve a Selic no patamar de 6,50% ao ano. Na decisão, o colegiado não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio. O Copom procurou ressaltar que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções para os índices de preços. Isso foi reiterado tanto na ata do Copom, quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados no fim de junho.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,88% para 7,75%, ante 8,00% de quatro semanas atrás. No caso de 2020 e 2021, foi de 9,00% para 8,50%. Há um mês, estava em 9,00% para 2020 e 2021.

PIB - Sobre a atividade econômica, o cenário ficou mais pessimista, uma vez que a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 foi reduzida a 1,53%, contra 1,55% antes. Para o ano que vem, a expectativa continua sendo de um avanço de 2,50%.

Os economistas pioraram sua visão para o crescimento industrial em 2018 a 2,65%, frente 3,17% antes. Para o próximo ano, o ajuste também foi para baixo, mas em menor intensidade: 3,05%, ante 3,10% no levantamento anterior.

Para o dólar, os especialistas consultados no levantamento semanal veem a moeda encerrando este ano a R$ 3,70, patamar que ficou inalterado em relação à semana anterior. Para o ano que vem, a estimativa também permaneceu em R$ 3,60.

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