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Economia

13/04/2018

Mercado livre de energia ganha 1,7 mil consumidores

Número registrado no ano passado representa crescimento de 17% na comparação com 2016, aponta a Abraceel
Leonardo Francia
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Faturamento no ambiente de livre contratação atingiu R$ 110 bilhões/Divulgação
Estudo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostrou que o mercado livre de energia ganhou 1,7 mil consumidores no ano passado, 17% de crescimento sobre 2016. O faturamento do ambiente de livre contratação foi de R$ 110 bilhões no exercício passado, com a negociação de 80 gigawatts (GW).
De acordo com o levantamento, os comercializadores de energia, que podem ou não ser geradores, responderam por 50% da quantidade de energia negociada no mercado livre em 2017. Isso representou um crescimento de 40% sobre o volume comercializado em 2016.

“O mercado livre está crescendo significativamente. Hoje, a livre contratação representa 30% do mercado nacional de energia. Considerando que há alguns anos a participação era de 27% e que estamos saindo de uma retração econômica, a participação poderia ser ainda maior”, afirmou o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros.

Ele explicou que o principal motivo do crescimento do mercado livre não ter sido maior é que a indústria é muito sensível ao nível da atividade da economia do País e, como o Brasil atravessou uma crise econômica nos últimos anos, isso impediu um crescimento mais robusto, especialmente do segmento industrial. “O mercado livre cresceu muito em número de consumidores, mas não em consumo, porque entraram muitos consumidores de pequeno porte, mas para a indústria não houve aumento importante por causa da crise”, acrescentou.

Segmentos - Com base nos números do estudo da Abraceel, nenhum dos segmentos da economia registrou retração no consumo de energia elétrica no mercado livre em 2017. Os grandes destaques em crescimento em comparação com 2016 foram: o comércio, com alta de 63,3%; serviços, evolução de 39,1%; saneamento (32,4%), e alimentos (38,1%).
Medeiros destacou, ainda, que não só o ambiente de comercialização livre (ACL), mas todo o setor de energia nacional pode passar por transformações importantes em pouco tempo. É que tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 1917/2015, que trata da portabilidade da conta luz.

De acordo com o PL, a ideia central é de dar o direito a te todos os consumidores escolherem em contatar energia no ambiente livre ou no regulado. “Precisamos agora levar o benefício do mercado livre a um número maior de empresas, aprovando a reforma setorial em tramitação no Congresso Nacional”, ressaltou.

Nas contas da Abraceel, caso isso ocorra, consumidores residenciais, por exemplo, poderão comprar energia 20% mais barata que no mercado regulado. Isso deve acontecer porque 30% da energia negociada no ambiente livre são provenientes de fontes limpas, como de usinas eólicas, solar, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que recebem incentivos governamentais.

“Isso é muito positivo porque quando o consumidor migra para o mercado livre e compra energia de fontes incentivadas, ele ainda tem um desconto da tarifa de distribuição. Em outras palavras, de cada R$ 100 pagos em energia, R$ 20 são relativos ao transporte e R$ 80 são de fato o valor da energia. O custo do transporte no mercado livre é o mesmo do mercado regulado, a diferença é no preço do produto, que sai cerca de 23% mais barato.

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