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27/07/2018

Mesa Brasil cresce em Minas Gerais

Projeto do Sesc completa 15 anos e abre o quarto banco de alimentos no Estado
Thaíne Belissa
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Projeto do Sesc doou 18 milhões de quilos de alimentos em Minas Gerais no ano passado/TARCIZIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO
O ano de 2018 é de comemoração para o Serviço Social do Comércio (Sesc) e todas as empresas, instituições sociais e voluntários envolvidos no Mesa Brasil, programa de segurança alimentar e nutricional que está completando 15 anos. Em Minas Gerais, os parceiros deste projeto têm ainda mais motivos para celebrar: a rede de banco de alimentos no Estado ganhou mais uma unidade em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Com ela, Minas Gerais chega a quatro unidades do Sesc que oferecem o programa e recolhem alimentos excedentes para distribuição em creches, abrigos, comunidades terapêuticas, entre outras instituições sociais.

A gerente de Assistência do Sesc em Minas Gerais, Eliana Mascarenhas, afirma que os últimos 15 anos foram de muito crescimento para o programa no Estado, que começou com apenas uma unidade em Belo Horizonte. Em 2013, o programa chegou a Montes Claros, no Norte de Minas, e, em 2014, a Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Em fevereiro deste ano, o Mesa Brasil chegou também a Juiz de Fora, aumentando a rede de empresas, instituições sociais e voluntários no Estado.

“Hoje temos quatro unidades do Sesc desenvolvendo o Mesa Brasil, mas o número de cidades beneficiadas é muito maior, chegando a 59 ao todo. É muito gratificante ver essa evolução do programa ao longo dos anos, principalmente porque sabemos que estamos ajudando tanto as instituições sociais, levando o alimento até elas, quanto as empresas, que não sabiam que destinação dar a esses produtos que não têm valor comercial”, afirma.

A gerente explica que o objetivo do Mesa Brasil é combater a fome e o desperdício por meio da distribuição de alimentos excedentes em empresas, como supermercados, padarias e sacolões. O projeto também recebe doações que vêm direto dos produtores rurais.

“Recebemos produtos que não têm valor comercial, mas permanecem com o valor nutricional. Um exemplo é o alimento cuja validade está próxima e não chegaria a tempo no ponto de venda. Ou, ainda, frutas e legumes que já estão bem amadurecidos e, por isso, evitados pelos clientes”, explica.

De acordo com a gerente, 80% dos alimentos que chegam ao Sesc são de hortifrúti. Em 2017, o projeto Mesa Brasil em Minas Gerais doou 18 milhões de quilos de alimentos para 928 instituições sociais por meio da parceria com 262 empresas. Ao todo, 1,350 milhão pessoas foram beneficiadas pelo programa no Estado. A gerente afirma que a meta para os próximos anos é ampliar a capitação de produtores rurais para aumentar as doações de alimentos vindos direto do campo e intensificar as ações de apoio às instituições sociais.

ODS - Eliana Mascarenhas lembra que a atuação do Sesc por meio do Mesa Brasil segue a linha dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. De acordo com ela, o programa atua no fortalecimento de, pelo menos, seis dos 17 ODS, entre eles o primeiro, que é “acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares” e o 12º, que é “assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Além disso, o objetivo 2 “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável” também é atendido pelo programa.

A gerente destaca que, ao estabelecer parcerias com as empresas, o Sesc ainda incentiva que outras organizações atuem dentro dos ODS. “Em muitas empresas que entramos percebemos uma melhora até no ambiente, pois os funcionários passam a ver que o alimento não é mais desperdiçado. De certa forma levamos as empresas a cumprirem esses objetivos também”, conclui.

OBJETIVO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL  2


Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável

2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano

2.2 Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo atingir, até 2025, as metas acordadas internacionalmente sobre nanismo e caquexia em crianças menores de cinco anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e pessoas idosas

2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola

2.4 Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo

2.5 Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente

2.a Aumentar o investimento, inclusive via o reforço da cooperação internacional, em infraestrutura rural, pesquisa e extensão de serviços agrícolas, desenvolvimento de tecnologia, e os bancos de genes de plantas e animais, para aumentar a capacidade de produção agrícola nos países em desenvolvimento, em particular nos países menos desenvolvidos

2.b Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais, incluindo a eliminação paralela de todas as formas de subsídios à exportação e todas as medidas de exportação com efeito equivalente, de acordo com o mandato da Rodada de Desenvolvimento de Doha

2.c Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de commodities de alimentos e seus derivados, e facilitar o acesso oportuno à informação de mercado, inclusive sobre as reservas de alimentos, a fim de ajudar a limitar a volatilidade extrema dos preços dos alimentos

WWW.MOVIMENTOMINAS2032.COM.BR



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