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Economia

22/06/2018

Minas apura alta de 1,4% no primeiro trimestre

Resultado, em relação ao mesmo período de 2017, é atribuído à modesta recuperação do consumo
Mara Bianchetti
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O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais somou R$ 139,4 bilhões no primeiro trimestre de 2018. O número indicou aumento de 0,3% ao observado no trimestre imediatamente anterior e de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A agropecuária puxou o desempenho frente aos últimos três meses do exercício anterior, enquanto o setor de serviços liderou o crescimento na comparação anual. Já a indústria apresentou o pior resultado. Para o acumulado do exercício, mesmo que o ritmo de crescimento seja interrompido, é esperada uma alta de 1% sobre 2017.

Os dados foram levantados pela Fundação João Pinheiro (FJP) e integram a pesquisa Indicadores - PIB Trimestral de Minas Gerais - referente ao primeiro trimestre de 2018. Segundo o professor e pesquisador da instituição, Raimundo de Souza Leal Filho, as perspectivas para os próximos trimestres não são as mais favoráveis, pois os motores quem têm sustentado o crescimento da economia estão enfraquecendo.

“A recuperação econômica do Brasil e de Minas Gerais, mesmo que lenta, vem ocorrendo desde o início de 2017, uma vez que o fundo do poço foi atingido no último trimestre de 2016. De lá para cá, a modesta recuperação do consumo das famílias e as exportações colaboraram para a retomada dos resultados”, explicou.



No entanto, conforme Leal Filho, as duas condições vêm perdendo a intensidade e é possível que a curva de crescimento seja interrompida ao longo deste exercício. “A combinação destes dois fatores pode levar ao que chamamos de um segundo mergulho no resultado do PIB. Se isso se confirmar, deveremos encerrar 2018 com um crescimento de apenas 1% sobre 2017”, completou.

A produção de riquezas do Estado somou R$ 139,4 bilhões em valores correntes, dos quais R$ 121,8 bilhões foram referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 17,6 bilhões aos impostos indiretos sobre produtos líquidos de subsídios. A agropecuária somou R$ 6,1 bilhões; a indústria, R$ 28,4 bilhões; e os serviços R$ 87,3 bilhões.

Setores - Assim, a participação dos grupos de atividades no total do valor adicionado ficou assim dividida: serviços 71,7%, indústria 23,3% e agropecuária 5%. “Vale destacar que a participação da indústria em geral em 2010 na composição do PIB de Minas era de 33% e neste ano está em 23%. Significa que perdemos 10 pontos percentuais em oito anos”, destacou o professor.

Na composição do PIB mineiro do primeiro trimestre de 2018 em que se observou um crescimento de 0,3% sobre o trimestre anterior e de 1,4% em relação a igual período do ano passado, a agropecuária registrou avanço de 0,6% e queda de 4,8%, respectivamente; o grupo de serviços cresceu 0,1% sobre os últimos três meses de 2017 e 2,3% em relação ao mesmo trimestre de 2017; já a indústria obteve desempenhos negativos nos dois comparativos: -2,3% e -3%.

No caso da agropecuária, dentre as culturas com peso na estrutura produtiva mineira e colhidas de janeiro a março de 2018, destacaram-se o feijão e o tomate, com previsões de crescimento. Em contrapartida, a soja, a batata-inglesa e a banana devem apresentar redução.

O setor de serviços, que hoje responde por mais de dois terços do PIB mineiro, também registrou desaceleração no ritmo de crescimento nos primeiros três meses deste ano. Na comparação anual destacou-se a performance do subsetor de comércio que avançou 4,4%.

INDÚSTRIA TEM O PIOR DESEMPENHO

O desempenho menos expressivo da atividade econômica mineira no primeiro trimestre deste ano foi do setor industrial, com queda nas duas bases de comparação. Segundo o pesquisador da FJP, dois fatores foram determinantes para as retrações: o fraco desempenho da atividade de extração mineral e o resultado negativo do segmento de energia e saneamento.

Sobre a indústria extrativa, o professor ressaltou, além das chuvas do período, as mudanças nas estratégias da Vale em privilegiar as margens e reduzir a oferta de minério de ferro de menor qualidade, potencializando a produção no Sistema Norte, no Pará, e reduzindo no Sistema Sul-Sudeste, em Minas.

“Houve ainda a interrupção da extração no sistema Minas-Rio da Anglo American, ocasionado pelo vazamento de um mineroduto. Essa soma de fatores já nos levou a um nível de produção inferior ao observado na época do desastre da Samarco, ocorrido em 2015”, alertou.
A construção civil, por sua vez, teve expansão de 0,3% nos primeiros três meses deste ano sobre o trimestre anterior, mas em relação ao primeiro trimestre de 2017 foi observada retração de 1,5%.

Já a indústria da transformação mineira apresentou, pelo quinto trimestre consecutivo, incremento no volume agregado. A expansão foi de apenas 0,2%, se comparada com as taxas observadas nos trimestres anteriores, mas aumenta para 4,2% quando analisada em relação ao resultado do início de 2017.

Os destaques dentre os segmentos industriais foram: fabricação de máquinas e equipamentos (18,9%), metalurgia (9,4%) e produção de veículos automotores (8,7%).


 


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