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DC Tecnologia

17/01/2017

Minas Gerais na rota de ampliação da Beblue

Empresa irá investir R$ 20 milhões em expansão neste ano e vai entrar nos mercados de BH e Uberlândia
Thaíne Belissa
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Com o plano de expansão, a Beblue pretende passar dos atuais 300 mil usuários para 20 milhões e alcançar 120 mil estabelecimentos até o fim de 2018/Divulgação
Minas Gerais está na rota de ampliação da Beblue, startup paulista que oferece tecnologia para pagamento em pontos físicos com cashback para os clientes. Com menos de um ano de existência, a empresa já alcançou 300 mil usuários e 2 mil estabelecimentos de três cidades do interior de São Paulo, restituindo cerca de R$ 1 milhão aos seus usuários por mês. Com um modelo de negócios altamente escalável, a empresa vai investir mais de R$ 20 milhões em seu plano de expansão em 2017, sendo Belo Horizonte e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, os primeiros destinos da startup.

O CEO da Beblue, Daniel Abbud, explica que a startup chega ao mercado brasileiro com uma inovação em relação a outras empresas que trabalham com casback. Diferente da mineira Méliuz, por exemplo, que é uma das maiores do segmento no Brasil, a Beblue nasceu focada no ponto físico. Para receber o dinheiro de volta basta que o cliente baixe o aplicativo da marca e cadastre seu CPF. Depois, no momento da compra, ele informa que vai pagar com Beblue e pode efetuar o pagamento com cartão de crédito ou débito das bandeiras Visa e Matercard. Para finalizar, ele precisa apenas digitar seu CPF na máquina e já recebe parte da compra de volta em sua conta.

“Nossa missão é estar no consumo diário dos usuários. Nas empresas de cashback on-line o uso é muito mais esporádico, enquanto que na Beblue a média de utilização é uma vez por dia”, afirma o CEO. Além disso, Abbud garante que o cashback na Beblue costuma ser muito mais alto que outras empresas do setor, chegando, em alguns casos, a até 100% do valor do produto. Devolver parte do dinheiro da compra ao consumidor é possível porque a startup cobra uma comissão dos estabelecimentos e divide esse valor com o usuário.

Para o CEO, a ferramenta é vantajosa tanto para os clientes, que vão economizar a cada compra, quanto para os lojistas, que vão ganhar em frequência dos consumidores e aumento do faturamento. Segundo ele, empresas que adotam o Beblue conseguem um incremento de 15% a 20% nas vendas nos primeiros quatro meses de utilização da tecnologia.

“O Beblue impacta na decisão de consumo do usuário, pois ele vai preferir ir ao estabelecimento onde pode economizar. Além disso, esse cliente passa a ter um tíquete médio maior a fim de ganhar uma porcentagem maior de cashback. E se o estabelecimento tem um ganho em frequência e em tíquete médio, ele vai ter aumento de faturamento”, resume. Segundo Abbud, a contratação do serviço ainda dá direito aos empresários a um sistema de gestão para controle do comportamento dos clientes, o que os ajuda a serem mais assertivos no marketing.

Expansão - Atualmente, a startup atua em Ribeirão Preto, Franca e Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Para a expansão a empresa vai investir, inicialmente, R$ 20 milhões, mas o aporte deve ser ainda maior, já que os sócios abrirão nova rodada de investimentos no segundo semestre. A expectativa do CEO é passar de 300 mil usuários para 20 milhões e de 2 mil estabelecimentos para 120 mil até o fim de 2018. Para atingir a meta, a empresa vai expandir sua operação para 30 grandes cidades brasileiras ainda este ano.

A capital mineira e Uberlândia estão entre os primeiros destinos da empresa. O CEO explica que as cidades têm grande população, Produto Interno Bruto (PIB) alto e uma economia pujante, o que chama a tenção do negócio. Além disso, ele destaca que Belo Horizonte é um mercado interessante para testar o produto e, portanto, será a primeira capital do País a receber a Beblue, logo na primeira quinzena de março. Segundo ele, uma equipe já está formada para atuar na cidade e um escritório será aberto provavelmente na região Centro-Sul.

Uberlândia, por sua vez, receberá a tecnologia no próximo dia 23 de janeiro, mas não terá uma operação física da marca. Segundo Abbud, a cidade tem características muito próximas às de Ribeirão Preto, o que facilitará a gestão. “Assim como Ribeirão Preto, Uberlândia é uma capital regional, além de terem tamanho e PIB parecidos. O que a gente conseguiu fazer em oito meses na cidade paulista vamos fazer em dois no Triângulo Mineiro”, aposta. A meta da Beblue é alcançar 300 mil usuários e 1800 empresas em Uberlândia, além de 2,5 milhões de usuários e 4 mil empresas em Belo Horizonte até final de 2018.

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