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DC Turismo

08/04/2017

Minas Gerais tem boas opções de roteiro durante a Semana Santa

Fase mais importante das celebrações vai da quinta-feira da Paixão até o Domingo de Páscoa
Daniela Maciel
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Vestidos a caráter, moradores reproduzem ritos da Guarda Romana/José Leônidas
A Semana Santa - que retrata a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo - é uma das datas cristãs mais importantes do ano e faz com que pessoas no mundo inteiro se desloquem para participar das celebrações que compõem o período. Em Minas Gerais, a tradição movimenta principalmente as cidades históricas. As ruas enfeitadas, a liturgia que ainda segue ritos seculares e a oportunidade de aproveitar tudo isso junto a outros atrativos naturais e culturais animam multidões de fiéis. A fase mais importante das celebrações vai da quinta-feira da Paixão até o Domingo de Páscoa, que acontece este ano entre 13 e 16 de abril.

Dados da Pesquisa “Intenção de Consumo - Páscoa 2017”, divulgada pela Área de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomercio MG), mostram que 16,1% dos consumidores vão aproveitar os dias de folga para viajar. 70,6% não pretendem deixar suas cidades de origem. E 13,3% não souberam responder. A maioria das viagens será com fins turísticos (51,7%); as demais (48,3%) para visitar amigos e/ou parentes.

Por outro lado, o fato de três feriados prolongados acontecerem praticamente dentro da mesma quinzena - Semana Santa, entre 13 e 16 de abril; Tiradentes, entre 21 e 23 de abril; e Dia do Trabalhador, entre 29 de abril a 1º de maio, pode alterar o fluxo de turistas.

Ritual da Guarda Romana é o grande destaque de Diamantina

Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri,
a Guarda Romana é uma das pérolas declaradas como bem cultural imaterial da cultura diamantinense. Composta por um conjunto de homens que externam sua fé e seu compromisso com os rituais da cidade de Diamantina, eles se engajam nas celebrações da Semana Santa cumprindo papéis específicos: guardas que acompanham Jesus Cristo em eventos de seu percurso da condenação à ressurreição.

Vestidos a caráter, portando escudos e alabardas, eles participam da procissão do Enterro do Senhor morto com destaque, mas estão presentes também na Via Sacra e em outros momentos do rito.

De acordo com a diretora de Turismo de Diamantina, Mariana Zaidan, a Semana Santa é uma data importante no calendário turístico da cidade e historicamente envolve toda a comunidade, responsável pela organização dos eventos. Este ano, a expectativa é de que os hotéis se aproximem da lotação máxima. E nem o medo da febre amarela - que tem feito os turistas procurarem a prefeitura em busca de informações - parece ser capaz de diminuir o interesse pela terra natal de Juscelino Kubistchek.

“Normalmente o público do Carnaval é maior, mas como a folia vem mudando com o crescimento da festa em Belo Horizonte, em 2017 a expectativa é de que o público da Semana Santa seja maior. O encavalamento de feriados realmente pode fazer com que a demanda se dilua em alguns lugares, porém a diversidade de atrativos de Diamantina é capaz de manter o interesse de públicos variados mantendo a demanda nas três datas”, avalia Mariana Zaidan.

Além da ligação via transporte rodoviário direto com a Capital e outras cidades do Estado, é possível chegar a Diamantina por via aérea, em voos regulares de segunda a sexta-feira com decolagem em Belo Horizonte, Curvelo e Teófilo Otoni em dias específicos. De Belo Horizonte, os voos partem e chegam ao Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha.

“Esses voos comportam poucas pessoas, mas têm gerado interesse. São uma boa opção para quem tem dificuldades de locomoção ou não pode perder muito tempo na estrada. É, com certeza, uma facilidade que ajuda a incrementar o nosso turismo. Existe também uma nova rota terrestre que passa por Cordisburgo (região Central), com um caminho muito interessante que começa pela terra de Guimarães Rosa. São muitas as formas de chegar a Diamantina e ainda curtir um turismo que integra cidades e muitas histórias”, entusiasma-se a diretora de Turismo de Diamantina.

Sabará traça estratégias para manter visitantes na cidade

Já em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a oportunidade não é tão bem aproveitada. A proximidade da cidade tricentenária com a Capital - apenas 23 quilômetros de distância - permite que a maioria dos visitantes faça viagens de bate-volta e não pernoitem na cidade. De acordo com a assessora especial da Secretaria de Turismo de Sabará, Elouise Marcelino Ribeiro, a procura por informações no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) já aumentou, mas isso não significa, a priori, aumento no fluxo turístico.

“Estamos tentando mudar isso, mas é uma missão complicada. Queremos ter bons atrativos para que as pessoas permaneçam. Temos atrações na gastronomia e no turismo de aventura, por exemplo. Como a maioria das atividades da Semana Santa é à noite, precisamos que o turista tenha o que fazer durante o dia”, afirma Elouise Marcelino Ribeiro.

Para o gerente-geral do Hotel Solar Corte Real e mestre em turismo e meio ambiente, Luiz Souza, outro fator que faz com que o potencial turístico de Sabará não seja aproveitado é a falta de promoção e divulgação. O hotel, que fica no centro histórico da cidade colonial, entre as igrejas de São Francisco e do Rosário, ainda está com as reservas para o período na casa dos 30%.

“O turismo ainda não é visto como uma atividade econômica lucrativa na cidade. Nesses 10 últimos anos, esse é o pior resultado. Estou trabalhando com tarifas de baixa temporada.

Claro que isso ainda tem a ver com a crise econômica que o Brasil passa e pelo encavalamento de datas. Historicamente recebemos um contingente de turistas de última hora, gente que vem para uma celebração e resolve ficar. Hoje em dia nos dedicamos especialmente ao público corporativo”, avalia Souza.

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