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Economia

23/09/2017

Minas Gerais terá planta de grafeno até 2020

A Codemig está investindo R$ 132 milhões no projeto, desenvolvido em parceria com a iniciativa privada
Leonardo Francia
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O grafeno pode ser usado como um composto para aumentar a resistência do aço, além de ser ultraleve/Divulgação
Até 2020, Minas Gerais pode ganhar uma planta de grafeno, material leve, resistente, flexível e de inúmeras aplicações para a indústria do futuro, seja na área de tecnologia ou mesmo da cadeia mineral. A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), junto com empresas privadas (cujos nomes ainda não foram revelados), está investindo R$ 132 milhões em um projeto para o desenvolvimento da cadeia produtiva do grafeno no Estado. Já está em operação uma fábrica-piloto dentro do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Além disso, está em andamento a formação de uma empresa (que se chamará Neografeno), com participação do órgão e da iniciativa privada, que, até 2020, deve erguer a plataforma de escala industrial.

As informações são do presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco. “A ideia é produzir o grafeno com especificações e parâmetros para disponibilizar o produto para empresas que já estão desenvolvendo sua aplicação. São seis empresas no projeto batizado de Neografeno, empresa que está sendo criada com participação minoritária da Codemig”, disse, na quinta-feira (21), durante a Exposição Internacional de Mineração (Exposibram) e o 17º Congresso Brasileiro de Mineração, na Capital.

Castello Branco explicou que há cerca de um ano uma equipe de 32 pesquisadores do CDTN, da UFMG, está trabalhando no desenvolvimento da planta-piloto, que já opera no local. Segundo ele, o grafeno utilizado até agora para os testes de aplicação é proveniente de várias regiões do Estado, através da exploração e processamento do produto pelas empresas privadas parceiras no projeto.

O presidente da Codemig destacou que a fase atual do projeto é de testes dentro da planta-piloto e de formação da empresa que vai desenvolver a produção em escala industrial. “O próximo passo é construir a planta industrial”, acrescentou. Castello Branco revelou ainda que a unidade industrial do grafeno, a exemplo do laboratório-fábrica de ímãs de terras-raras, outro projeto da companhia, poderá ser implantado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), “dependendo do espaço e ambiente necessários”.
 
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Aplicações
-  De acordo com estudos, testes e pesquisas realizados em todo o mundo, as propriedades do grafeno são únicas e, ao que tudo indica, tem diversas aplicações. O material é ultraleve, é um condutor elétrico 100 vezes mais rápido que o silício e que o cobre, cerca 200 vezes mais forte do que o aço, mais resistente que o diamante, com excelentes propriedades térmicas, além de transparente e impermeável.

Na cadeia minero-metalúrgica, o grafeno pode ser usado como um composto para aumentar a resistência do aço. Na área de telecomunicações, o material pode ser usado na fabricação de telas flexíveis e baterias. E, no contexto da computação, o produto pode atuar, por exemplo, aumentando o poder de processamento, já que é um melhor condutor de eletricidade e esquenta menos.

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