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Negócios

24/04/2018

Minas Trend: sindicatos sinalizam retomada gradual dos negócios

Evento, que chega à sua 22ª edição, consolida a moda produzida em Minas Gerais
Fiemg
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Em sua 22ª edição, o evento contou com 205 expositores de setores como vestuário, calçados e bolsas, além de joias e bijuterias/Agência Foto Site/Divulgação
Mais de 200 marcas da cadeia produtiva da indústria da moda participaram da 22ª edição do Minas Trend, evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), no Expominas, em Belo Horizonte. A edição de lançamentos primavera-verão/2019, encerrada no último dia 20/4, contou com a participação de expositores que são referência nacional nos segmentos de vestuário, bolsas, sapatos, joias, bijuterias e acessórios.

Para os presidentes dos sindicatos empresariais dos setores participantes do evento, os negócios realizados no evento atenderam de forma satisfatória as expectativas dos setores. Em comum, destacaram a importância do Minas Trend como principal evento de lançamento de moda do País e sua responsabilidade no processo de divulgação e de ganho de mercados para a indústria mineira de moda.

“Nesta edição, registramos um incremento de 10% na comercialização dos espaços e a adesão de 13 novas marcas - somando 112 expositores de vestuário -, fato que evidencia a confiança do produtor em uma recuperação gradual, porém constante, dos negócios do setor”, analisa Luciano Araújo, presidente do Sindivest/MG. Segundo o empresário, os expositores mostraram-se satisfeitos com o movimento e resultado de vendas. “Nossa expectativa é positiva, pois acompanhamos a tendência da retomada do poder econômico e de consumo e nosso setor é um dos primeiros a sentir o impacto”, completa o dirigente.

Manoel Bernardes, presidente do Sindijoias/MG, avalia esta edição como extremamente positiva e destaca que o Minas Trend, além de se consolidar como o salão de negócios mais importante do Brasil, reúne o melhor mix de empresas brasileiras com “conteúdo autoral e uma diversidade de materiais que não são encontrados em outros eventos existentes”, destaca. “Vários lojistas e fabricantes consideraram que esta temporada está melhor em termos de vendas. O fato de aumentarmos o número de expositores, que ocuparam a totalidade da nossa área, demonstra maior confiança das empresas com o futuro da economia”, afirmou.

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Setor de moda em Minas Gerais gera aproximadamente 130 mil postos de trabalho Foto: Alessandor Carvalho/Fiemg


“Desde a edição passada já percebemos um ânimo maior por parte dos expositores e, nessa temporada, confirmamos essa percepção com o propósito de participantes que já querem fechar contrato para a próxima temporada, fato que não acontecia há muito tempo”, revela Jânio Gomes, presidente do Sindicalçados/MG. “Aumentamos o número dos expositores, muito em função da data que foi readequada para final de abril o que é interessante para o setor do couro. Hoje o Minas Trend é protagonista em termos de feira de negócios”, finaliza Gomes.


DADOS SETORIAIS – INDÚSTRIA DE MODA – MINAS GERAIS:

•18% dos postos de trabalho da indústria de transformação do Estado.
•130.039 postos de trabalho
•8.944 empresas* (excluídas empresas com zero empregados)
•23,5% total das empresas em atuação na indústria de transformação do Estado
•Representa 5% do PIB Industrial mineiro - valor aproximado: R$ 7,29 bilhões



Celso Afonso, presidente do Sindibolsas/MG, considera que evento está “cada vez mais maduro, e consolidado, fazendo crescer o interesse do lojista”, destacando o trabalho realizado pelo sindicato para captar compradores que nunca haviam comparecido ao evento. “Por outro lado, vivemos um momento extremamente delicado que, obviamente, se reflete no setor, mas, como estamos com expectativas muito realistas, o balanço geral do evento foi muito bom porque estamos crescendo em termos de visibilidade e, quando o cenário clarear, estaremos extremamente bem posicionados e seremos beneficiados”.

Em relação à temporada anterior, o dirigente afirma que a geração de negócios ficará no mesmo patamar. “Precisamos usufruir da capacidade produtiva das empresas e, em um segundo momento, crescer. Acredito que poderemos nos recuperar até mesmo no segundo semestre, período que, tradicionalmente, é sempre melhor. Já estamos contaminados por essa positividade”, conclui.

O Minas Trend é realizado em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sebrae Minas, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).


QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO SETOR DA MODA JÁ COMEÇOU

Um “Espelho Virtual”, onde o cliente se vê dentro da roupa que deseja adquirir e tem a possibilidade de personalizá-la, foi a grande novidade tecnológica apresentada pelo Senai-MG, em parceria com o Senai Cetiqt e o Senai Modatec, no Minas Trend. O equipamento, que faz parte da planta modelo de confecção 4.0, possui um sistema conectado a uma câmera para realizar o sensoriamento das medidas do cliente. “Tudo começa com a interação entre a pessoa e uma tela de realidade virtual e termina com o produto customizado de acordo com o gosto do consumidor”, disse o diretor do Senai Modatec, Jorge Peixoto. “Trouxemos essa inovação para que o público mineiro pudesse entender a filosofia e os conceitos da indústria 4.0, aplicada na indústria de confecção”, reforçou.

O modelo pode ajudar pessoas com dificuldades para encontrar roupas adequadas ao biotipo. “Se necessário, é possível ajustar manualmente o tamanho do produto, personalizar as estampas e inserir o nome ou assinatura do cliente no cós da calça, garantindo a exclusividade”, afirmou Peixoto.

Ao final do processo de compra, é impressa uma etiqueta em formato QR Code, com informações sobre as especificações técnicas do produto, como tamanho, tipo de fibras, fornecedor, instruções de lavagem e informações do cliente. A partir desse momento, a planta inicia automaticamente a fabricação do produto. “Não há dúvidas de que o modelo de indústria 4.0 será o futuro da manufatura, com a participação cada vez maior do consumidor no processo de produção, tendo a conectividade como diferencial. Será uma nova etapa para a indústria e para o consumidor, de customização e democratização da moda, dentro de um modelo de confecção e consumo bem diferente do que existe hoje”, salientou Peixoto.

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