Publicidade
28 de June de 2017
Login
Entrar

Política

18/05/2017

Ministro Edson Fachin homologa delação premiada da JBS

Agência Brasil
Email
A-   A+
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou hoje (18) a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. A informação foi confirmada pela assessoria da Corte. As delações permanecem sob sigilo de Justiça.

Os empresários firmaram o acordo com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. Fachin é o relator da operação no STF.

No início da noite de ontem (17), o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

De acordo com a reportagem, outra gravação feita por Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Na manhã de hoje, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do senador em Brasília e em endereços relacionados a ele no Rio de Janeiro. A irmã do parlamentar, Andrea Neves, foi presa em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Agentes cumpriram mandados também nos gabinetes do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR).

Respostas - A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

28/06/2017
Denúncia: MPF reforça provas contra Temer
Declarações do presidente são rebatidas com dados de laudo da PF e outros documentos
28/06/2017
Procurador-Geral: Lista tríplice sugere substituto de Janot
São Paulo - Os procuradores da República, em todo o País, elegeram ontem a lista tríplice para a cadeira do procurador-geral da República: Nicolao Dino, Raquel...
28/06/2017
Senado: Recurso exige reabertura de petição para cassar Aécio
Brasília - O líder da Rede Sustentabilidade (Rede) no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), protocolou ontem no Conselho de Ética da Casa recurso contra a decisão do...
28/06/2017
Oposição cobra rito do impeachment
Brasília - Partidos da oposição pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a marcar a votação da denúncia pelo crime de...
28/06/2017
Temer: Defesa pede ao STF envio à Câmara
Brasília - O advogado Gustavo Guedes, que defende o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado na segunda-feira (26) pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.